Do colega Manuel Patuleia, um “rapaz” dos anos cinquenta, recebemos esta fotografia que recorda a viagem de finalistas do Curso Geral do Comércio de 1956.
O local não foi identificado, mas os “meninos” são; o Quim, o Manuel Patuleia, ambos do Bombarral e o Duarte Ferreira.
Zé Ventura
quarta-feira, 11 de Novembro de 2009
O “Comércio” de 1956
segunda-feira, 9 de Novembro de 2009
Batas brancas no Parque
Esta magnifica fotografia, enquadrada com o fundo dos Pavilhões do Parque e do Salão Ibéria, vem do álbum da Lurdes Peça, finalista da Formação Feminina em 1969.
As meninas devidamente “equipadas” com a bata branca são; em pé, a Graça Várzea, a Helena, a Clarisse, a Irene, a Maria de Jesus e a Elisa.
Em baixo, A Dolores, a Lurdes Peça, a Graça Bento, a Elisabete Pinto, a Victória e a Lurdes Norte.
Por detrás da “objectiva” estaria provavelmente a Ana Cândido pois é a que falta na turma.
Zé Ventura
J.L.Reboleira Alexandre...........10-11-2009
Geralmente não comento fotos dos anos 62 ou 63 para a frente, apesar de ter casado com uma aluna que acabou o Comercio em 67, porque fui para Angola e em 66 para o Canadá. A Lurdes Peça e também o Z.V. mencionam o Salão Ibéria como sendo o edifício atrás da foto, o que eu penso que não, pois ele parece estar um pouco encoberto com a vegetação por detrás da Irene e da Maria de Jesus na direcção do coqueiro. A casa maior que se vê era o principio do edifício que continha a vida de Jesus a caminho do Calvário tudo em cerâmica e que agora se encontra no Museu e a outra mais pequena do lado esquerdo, tinha sido uma arrecadação do Sporting clube das Caldas (hoquei), pois o ringue de patinagem era quase em frente.
Por detrás desse edifício morava um dos guardas do parque com a esposa e que se chamava Celestino, que caminhava com uma bengala. Ainda do vosso tempo, mas talvez não se lembrem, quase em frente da entrada da ponte da ilha havia uma casa redonda muito bonita e que também servia para arrecadar os patos. Os guardas na altura eram o Chico Cesar e o Enxuto mais tarde o Frederico que por ser mais novo corria muito atrás de nos que íamos (desviar as ameixas vermelhas que haviam em abundância no parque). Se a memoria não me atraiçoa o nome da dita casa redonda era (o casal Seromenho).Se houver alguém dos 50's que diga algo pois eu posso estar errado.
Chaves..........11-11-2009
O edifício referido por mim e pela Lurdes Peça como sendo o salão Ibéria é o que se vê (mal) ao lado dos pavilhões do parque.O Chaves refere o que fica no lado direito.
Aproveiro para inserir dois postais do mesmo local, de épocas diferentes como se pode observar pela fachada do Salão Ibéria.

Amigo ZV e L.Pessa,como era mencionado que o Salão Ibéria ficava por detras da Graca Varzea eu olhava e não o via, mas hoje com a minha lupa,lá esta ele. De qualquer maneira valeu a pena pois o Zé, mostra-nos estas duas belezas de fotografias que provavelmente muitos de nós não viamos há muito tempo. Zé já agora talvez encontres ai no teu album alguma fotografia da tal casa redonda em frente à ilha e o tal pequeno lago perto dos campos de ténis conhecido por lago das rãs.Obrigado
Chaves........11-11-2009
quinta-feira, 5 de Novembro de 2009
Excursão à Covilhã
Do álbum da Luisa Pimenta seleccionámos esta fotografia para ilustrar o Blog.
Reporta a uma excursão, dos alunos dos anos cinquenta, à Serra da Estrela.
Esta foto é curiosa pois no verso tem a assinatura de alguns dos participantes bem como o carimbo da Tália, onde se fazia as revelações destas preciosidades.
Meu caro Chaves
O Zé Filipe que dizes, é o Luis Filipe dos Santos Gonçalves e a Silva é a que foi sua mulher, Belmira Araújo da Silva.
E os outros, quem se lembra deles?
Luisa Pimenta.........08-11-2009
Reconheço nesta foto em pé do lado esquerdo o Dr.Varela Pinto antigo professor da Escola.A seguir ao motorista parece-me o malogrado Duarte do Bombarral. A seguir ao Vasco Simões estão a Stela a Belmira a Julieta e o Pepe.
Em baixo ao meio reconheço o Quim de Alcanena. Enfim todos bons colegas do meu tempo que muito recordo.
Pimenta.......08-11-2009
Saudacões à Luisa e ao Pimenta que deram mais vida a este grupo dos 50"s e me fizeram lembrar o Prof.Varela Pinto,que foi meu professor de matemática e também um pouco mauzinho ou talvez eu e outros tivessemos a culpa. Já agora não será o Neves o que está ao lado do J. Raimundo que casou com a Teresa Morgado e o que está atrás da Julieta, o marido dela, ambos trabalharam com a Luisa na Camara?
Chaves.......08-11-2009
Então vou identificar os restantes: entre mim e a Irente está o Carlos José Vicente Rosa (vulgo FABELA). Atrás da Julieta está o Joaquim Ribeiro Pereira, do Bombarral e à frente do Luís Filipe está a Cremilda Gil, actriz, que por ser amiga da Julieta nos acompanhou na excursão.
Luisa Pimenta.......08-11-2009
Isto do blog leva-nos ao passado e a relembrar certos nomes ou melhor dizendo (alcunha)que por vezes se perdem no tempo até que alguém e neste caso a Luisa nos avive a memoria.
O Carlos José, quando moço de escola primaria, era meu vizinho pois morava na Calçada 5 de Outubro e eu na rua das Vacarias, depois seus pais abriram uma casa de pasto quase em frente aos armazens do Tomaz dos Santos. Seu tio, o Sr. Virgilio (taxista na praca),ja falecido,tinha uma grande vaidade no seu sobrinho pois ele formou-se ou como se diz, doutorou-se em algo,(nao me lembro).Esta lenga a lenga tem a ver com o nome FABELA e pode-se dizer que foi um nome muito popular na epoca...
Chaves..........09-11-2009
E o meu pai sabia que a minha irmã foi com estes gandulos todos para a Serra da Estrela?
Sanches........09-11-2009
terça-feira, 3 de Novembro de 2009
Visita a Coimbra
Estas fotografias datadas de 26 de Abril de 1972 trazem para o blog a recordação da viagem de estudo dos alunos finalistas, desse mesmo ano, a Coimbra.
Estas imagens estão guardadas no álbum da Anabela Cardoso, que se junta ao numeroso grupo de antigos alunos que têm dado vida ao nosso “cantinho” da Blogosfera.
Zé Ventura
domingo, 1 de Novembro de 2009
A visita dos amigos
Com alguma frequência tenho o prazer da visita de antigos alunos da Escola, uns porque descobriram o Blog outros porque algum amigo falou deste “movimento de unificação” dos Antigos Alunos.
Não imaginam o meu “drama” quando sou confrontado com pessoas que não sei o nome e não consigo relacionar as feições actuais com as do tempo de Escola.
Com alguma “mestria” tento apanhar alguma indicação até conseguir uma identificação que me possibilite um diálogo com algum sentido.
Foi o caso do José Carlos Tomás Marques que vive em Famalicão da Nazaré, que não via há muitos anos. Em determinada altura da conversa perguntou-me: Não me estás a conhecer, pois não?
Claro que não, porque quem eu conhecia bem, era o atleta da foto da escola, tenho lá a culpa que tenha mais quarenta anos em cima.
Zé Ventura
Comentários:
Realmente a espécie humana é um ser com características muito especiais. O ZV não tem que se sentir mal por não conhecer o respeitável senhor da esquerda.
Há um nome da minha turma do 1º ano do Ciclo (turma B?)que nunca mais esqueci. O nome é José Carlos Tomás Marques que ainda me lembro como sendo da zona de Alfeizerão. No entanto a personagem a quem pertence o dito nome desapareceu completamente da minha memória creio que no final desse mesmo ano.
Também me lembro que era um dos bons alunos da turma. Depois disso o vazio é total. Só o nome se mantém bem presente.
Como vive em Famalicão, quantas vezes nos teriamos cruzado nas minhas inúmeras visitas à praia do Salgado que frequento desde, creio, 1967 ou 68, quando os acessos até de moto eram dificeis.
Por isso Zé, se conheces o atleta da foto, eu nem isso, lembro-me que esta foto já fora publicada no passado e nela além do Silva Bastos, só reconheço o meu primo Louro e os «selireiros» Daniel e Cardoso.
Abraço
J.L.Reboleira Alexandre.........02-11-2009
Isto não tem nada a ver com a foto agora publicada, mas é curioso que o ano passado em Junho foi publicada uma foto pelo amigo Z.V. com dois amigos de escola e um deles era o Joao Alcino Carvalho. Ora estando eu no aeroporto de Lisboa no autocarro que me levaria ao avião, olho para o lado e de repente vejo naquela pessoa algo que eu ja teria visto antes. Não muito a vontade perguntei-lhe se ele era das Caldas e a resposta foi sim mas como iamos para o avião a conversa ficou por aí.
Ja sobre o Atlantico voltámos a falar e agora sei que ele é meu vizinho em Mississauga e que veio para o Canadá em 1975 e eu em 1966.
Nunca me lembro de o ter visto antes e foi apenas a foto do nosso blog que me chamou a atencao.
A minha memoria tem dessas coisas, por vezes esqueco minutos atrás, outras vezes navego no passado com facilidade.
Chaves..........04-11-2009
Olá Quim
Será que estou certo em dizer que já regressaste de todo para Portugal?
Por aquilo que li fiquei com essa ideia.
Com respeito a teu comentário, olha como é que são as coisa, há uns anos atrás também me aconteceu exactamente a mesma coisa, estou na bicha para entrar no avião de regresso ao Canadá e encontro o João Alcino que nós conhecíamos mais por o João Azeiteiro no bairro do Viola.
E é da minha idade e tu és um pouco mais velho. Eu conheci-o logo porque brincamos juntos quando éramos miúdos, Não há dúvida que o mundo na realidade é muito pequeno.
Quim, é um gosto ler os teus comentários assim como de todos os outros colegas participantes.
Espero que saibas quem sou, embora não nos vejamos muitas vezes eu sou o Abilio
Um abraço
António Abilio.........04-11-2009
E um prazer, aparecer mais um e tu o Toino és benvindo, pois já deste mais um pouco de vida e ate trouxeste a tua prima ao blog. A ultima vez que nos vimos foi no clube de Mississauga quando da vinda da Alexandra ( fadista), ao clube.
Nós por cá no Canadá por vezes só nos vimos numa festa no aeroporto ou então quando alguém dos nossos conhecimentos se vai embora deste mundo. Eu ainda continuo no Canadá só que agora passo mais tempo em Portugal, mas aqui estão os filhos e os netos e eu gosto de passar o Natal com eles.
Chaves............05-11-2009
É verdade Quim! neste pais não estamos cá para fazer turismo, isto tambem é uma terra tão grande que dificilmente nos encontramos muitas vezes só em festas ou em funerais.
Quim bem haja para ti que já chegaste ao tempo em que passas mais tempo em Portugal, do que aqui, eu ainda não cheguei a esta nova etapa da vida, mas tal como tu, os filhos e os netos, estão cá.
Desejo que passes um feliz Natal e prospero Ano, na companhia de toda a tua familia.
Um abraço.do amigo
Toino Abilio.........06-11-2009
quinta-feira, 29 de Outubro de 2009
Alunos de 1970
No melhor estilo “hollywoodesco” este quinteto de alunos posou para a foto guardada religiosamente pelo Luis Inácio.
Estes alunos de 1970 são o Zé Manuel, o Purificação Pereira, o Antero, também conhecido por Asterix, o Luis Inácio e o Luis Silvério, que nos deixou prematuramente.
Curiosamente estes colegas nunca participaram nos encontros anuais dos antigos alunos, quem sabe se no próximo ano em 8 de Maio lá estarão.
Zé Ventura
Temas: 1970
terça-feira, 27 de Outubro de 2009
Viagem de finalistas 1972
O Luis Henriques enviou estas fotografias que recordam a viagem de finalistas de 1972 que teve o seu ponto alto em Espanha.
Os intervenientes são vários, julgo reconhecer o Clérigo, a Cristina, o Luis e….mais não sei.
Talvez algum dos participantes possa dar uma ajuda.
Zé Ventura
domingo, 25 de Outubro de 2009
Futebol engravatado
Aqui está uma brilhante equipa de futebol que a julgar pelo ar engravatado dos atletas acabavam de chegar ao estádio vindo da concentração a decorrer no Hotel Marriot, onde a selecção costuma estagiar.
Tenho alguma dificuldade em identificar os atletas, mas segundo o Lúcio, portador desta fotografia, trata-se do Branco, do Fialho das Cruzes, do João Paulo de Alfeizerão, e em baixo o Mário da Foz, do Restaurante o Leão, o Lúcio e o Carreira.
O ano deste evento é provavelmente 1962.
Zé Ventura
sexta-feira, 23 de Outubro de 2009
Classe de Ginástica
Depois de dar tanta volta encontrei esta foto que talvez tenha interesse para o blog.
Trata-se da classe de ginástica do Silva Bastos. Esta foto foi-me enviada pelo Vasco, em grande plano na foto, suponho que no ano 1967, já não estava em Portugal.
Olha eu não me lembro do ultimo nome dele, mas penso que é (Castelhano) sei porém que é filho da D.Irene da Foto Paris.
Zé não me quero tornar chato, mas tenho muito gosto em participar em algo que me trás boas memorias.
Antonio Abilio Frazão da Luz
Meu Amigo António Abilio, não és nada chato, antes pelo contrário, é sempre um prazer publicar qualquer participação sobre a nossa Escola, manda sempre.
O Atleta é efectivamente o Vasco Castelhano, que já não vejo há uns trinta anos, Julgo saber que tem um estúdio de fotografia em Loures?
A foto Paris já fechou há uns anitos.
Um Abraço
Zé Ventura
Comentários:
Obrigado amigo Zé Ventura.
O facto de estar fora e não haver contacto com a rapaziada dos nossos tempos, vai-se perdendo de vista as pessoas e por vezes a memória.
Nunca são de mais os elogios sobre o trabalho que tu executas com este, para mim magnifico meio de comunicação com o nosso passado, bem haja e força para continuares.Um abraço amigo.
Antonio Abilio...........24-10-2009
Olá
De vez em quando "visito" o blog e dou os parabéns ao Zé Ventura. Só há poucos anos comecei a ir aos "Encontros" e felicito também os organizadores. Gosto de ler os comentários que por aqui aparecem, mas nunca me atrevi a comentar, porque me sinto "crua" na utilização deste meio de comunicação. Mas agora,encontrei aqui uma pessoa que não vejo há muitos anos,o António Abílio Frazão da Luz, que é meu primo, o que me deu "alento" para me iniciar nestas "coisas" da net. Tás a ver Zé Ventura que vale a pena o teu esforço?
Então agora se me permitem,o meu discurso vai ser direccionado para esse meu primo que se calhar já nem se lembra de mim.
Eu sou a Mizá (diminutivo, pelo qual era conhecida na família e na escola),filha de um primo da tua Mãe (a prima Otília), o António Venâncio. Na verdade telefonei à minha Tia Esmeralda para me avivar a memória àcerca dos parentescos, porque também ela é da tua família,da parte Frazão. Mas lembro-me dos teus pais, tias e Fanoca e das festas de aniversário em tua casa. Será que te lembras? Ainda tenho postais que toda a tua família me escreveu, quando do meu casamento, (que por acaso já terminou) em 1971. Espero que a partir de agora possamos falar mais vezes. Temos amigos comuns,a Lurdes e o Victor Pessa, será fácil o nosso contacto.
Beijinhos a todos aí. Fala de mim à tua Mãe. Para 1ºcomentário, já vai longo! Peço desculpa a todos...
Mª do Rosário C.Venâncio S.N.Barbosa(Mizá)..........28-10-2009
Mizá minha prima!
Como são as coisas, tens toda a razão, todos os elogios são poucos para o Zé Ventura e companhia, se não fosse por este meio, quando é que nós iríamos ter contacto, de facto este blog é algo que mexe connosco.Mizá, tantas saudades eu tenho de ti e da minha juventude, principalmente da que deixei tão longe e de todos os bons bocadinhos que passamos juntos e com outros colegas, éramos na realidade amigos e todos muito felizes.Mizá por aquilo que eu li no teu comentário sinto vibração e alegria, pois eu também tenho tido tanta emoção desde que comecei a visitar o blog, que não tem explicação, eu sei que escrevo com erros mas não quero saber, nunca me julguei ser o(Saramago) por isso só ter o prazer de comunicar com pessoas que eu pensava que já não se lembravam de mim, tem sido um consolo. Eu vejo nomes de certos comentadores que eu me lembro mas por vezes tenho vergonha e não escrevo porque também não quero ser abusador nem me quero tornar chato, porque o blog é para todos.Mizá sem mais foi um gosto ler o teu comentário de verdade, tinha no entanto gosto de continuar em contacto contigo se assim o quiseres, o meu endereço de email é o seguinte trluz@rogers.com Ficando á espera de noticias tuas com saudades, beijinhos para ti do primo amigo e abraços para todos.
António Abilio..........28-10-2009
Não me lembro do António Abilio, mas como ele diz e se vê pelo email que publica, dá para perceber que é vizinho, e só fala Inglês. Ele percebe !
Num outro comentário que faz sobre o portão da escola, refere-se ao Calheiros Viegas. Ora o João Calheiros nunca foi aluno da escola, e como o mundo é realmente pequeno neste momento encontra-se aqui bem perto de nós e ainda ontem estivemos em amena cavaqueira.
Quanto ao facto do A. Abilio dizer que escreve com erros (meu caro, até os jovens que nunca sairam de Portugal os fazem hoje em dia) ainda bem que não é por isso que deixa de escrever. O mais importante é a emoção que transpira dos seus comentários.
Por isso, continua !
Abraço
J.L.Reboleira Alexandre..........29-10-2009
Amigo, J.L Reboleira Alexandre:
Com muito gosto tenho lido certos comentários seus, já deu para entender que também se encontra neste imenso pais, que é o Canadá, mas não sei em que parte? Eu nesta altura estou em Brampton, mas vivi 27 anos em Toronto onde os meus pais ainda vivem e também vivi quinze anos em Kingston Ontário, como vê sou um legitimo aventureiro, no bom sentido da palavra.
Caro amigo com respeito ao meu comentário sobre o J. Calheiros Viegas é simples eu convivi com ele quando acompanhava com a malta mais velha do que eu assim como o já falecido Luis Piaçá (?) e com a malta do tempo da minha tia Antonieta, enfim eu era um puto, mas lembro-me de certa gente desse tempo, se calhar não há muitos que se lembrem da rivalidade entre o E.R.Ortigão e a nossa escola, por exemplo recordo do Arlindo Rosendo, e outros envolveram-se à pancada porque um menino do colégio piscou o olho à sua Cremilde. Embora eu seja mais novo acompanhava certos acontecimentos, derivado a ter que andar a fazer de "chaparon" á minha tia porque a minha avó me obrigava.
Enfim eu também sei que o João esteve durante alguns anos em Montreal eu nunca tive a sorte de estar com ele, mas sei de outros amigos que estiveram.
Amigo Reboleira tinha muito gosto em o encontrar, se tiver de perto assim como em Toronto ou Mississauga, pode ser que calhe eu já deixei o meu email no comentário anterior se tiver interesse eu estarei ao seu dispor. Eu por exemplo vou várias vezes ao Miss. Club ( Cultural Centre) ver a bola o (Sporting) ou ás danças, se for um dos sítios de sua frequência pudemos lá beber um copo á saúde dos nossos velhos tempos.
Um abraço de amigo.
Antonio Abilio ..............30-10-2009
Temas: 1967
terça-feira, 20 de Outubro de 2009
...E os desenhos da Lurdes Peça
Ora bem, estava eu a consultar o nosso blog e vi os desenhos da Lúcia e disse para comigo: "eu também tenho aquilo", e vai daí vasculhei as minhas pastas de arquivo e eis o resultado!
Alguns desenhos emoldurei-os para pendurar na minha sala, pois sou adepta de ter em exposição obras minhas e dos meus familiares.
O que é engraçado, é que nas aulas de desenho, ao primeiro tempo os motivos estavam fresquinhos para serem desenhados, mas no dia seguinte a configuração era totalmente diferente, como devem calcular...
Daí puxarmos pela ligeireza do nosso traço e no dia seguinte era só pintar e acabar.
O mais interessante é que no fim do desenho acabado, era estilizado e depois preparado para ser bordado nas nossas aulas de oficinas.
Tenho lençóis ainda do meu enxoval a comprovar este facto.
Beijinhos a todos.
Lurdes Peça

Comentário:
Numa altura em que ainda desconhecia a originalidade falsamente «naïve» do Van Gogh, atrevi-me a pintar o céu de amarelo numa paisagem de cores variadas que os meus olhos de daltónico viam como o supra-sumo do rigor naturalista. Não foi esse o entendimento da professora Fernanda Mateus que durante dois intermináveis anos me tentou industriar na arte do desenho e no respeito pelos cânones academicamente estabelecidos. Já esqueci os comentários algo mordazes com que então me mimoseou, mas recordo a linda «bicicleta» empinada (8) com que premiou aquela composição cromática em boa hora extraviada. A habilidade manifestada pela Lúcia & Lurdes nos trabalhos aqui expostos tê-las-á de certeza protegido de uma nega no final do período. Pela parte que me toca, só me resta felicitá-las a elas por terem salvaguardado para a posteridade o fruto da sua criatividade artística, e felicitar-me também a mim por ter tido o discernimento suficiente de não arquivar nada que um dia me pudesse vir a comprometer.
Artur R.Gonçalves.........23-10-2009
Olá Artur!
Obrigada pelo elogio, mas quero dizer-te que devias ter guardado o tal desenho com o céu pintado de amarelo,pois quem sabe,hoje serias um 2ºVincent van Gogh,pelas mesmas razões que o tornaram famoso.Mas alegra-te, pois cães e gatos não veêm em tonalidades de cinza, como pensamos. Eles conseguem ver as cores, mas não todas.Não te preocupes, vês o mundo de outra maneira, talvez mais bonito que na realidade, pois cada vez está mais cinzento...
Beijinhos a todos
Lurdes Peça............27-10-2009
domingo, 18 de Outubro de 2009
A Escola Velha ou "Noticias do Canadá"
Quando esta fotografia foi publicada em 16 de Novembro do ano passado, suscitou uma quantidade enorme de comentários a propósito da entrada da escola e localização das oficinas do ginásio, etc…
Hoje recuperamos de novo esta foto para a “cabeça do Blog” porque o mail que nos chegou, mais do que um comentário ao “post” é sinal que os antigos alunos mantêm bem vivas as recordações da época
Olá caros colegas
Depois do Zé Manuel Dória, me falar no blog dos antigos alunos da nossa velha Escola, resolvi dar uma vista de olhos e fiquei bastante feliz em reviver os anos da minha infância.
Desde 1965 que estou no Canadá, ausente há muito tempo, mas mesmo assim vou tentar dar o meu contributo das memórias.
Eu tive a sorte de frequentar a escola em duas épocas, a primeira como visitante a fazer companhia á minha tia Antonieta e suas colegas, Luisa Barros, Teresa Morgado, Cremilde, Teresa Carinhas entre outras e os rapazes de que me lembro da mesma época eram o Galrão, Arlindo, Xavier (Cenoura) o Ramiro, Lobato, Calheiros Viegas e outros.
No tempo em que se jogava ao ring com as raparigas no parque.
Para mim a entrada é considerada o portão ao lado do chafariz das cinco bicas, onde os caloiros eram iniciados por os alunos mais velhos, punham-se uma fila de cada lado da entrada e ai se dava os caldos e pontapés nos novatos. Neste tempo as oficinas de trabalhos manuais eram no primeiro edifício a seguir ao portão que na foto mostra que vai para a mata.
O Saudoso Mestre Adelino Mamede, dava então as suas aulas antes de ir para Peniche.
Já no meu tempo em que frequentei a escola em 1961 as oficinas de trabalhos manuais eram na antiga cadeia onde também começou as oficinas do curso de electricistas, que era a primeira sala quando se entrava depois de passar a pequena ponte que dava o acesso aos salões.
Na de trabalhos manuais tive nessa altura o Mestre Mateus e o Mestre Cadete (Algarvio) mais tarde veio o Mestre Vasco Oliveira irmão do M.Mamede.
São estas as minhas recordações as quais são sempre boas de reviver.
Obrigado por o bom trabalho feito neste blog. Bem-haja aos autores e participantes é saudável manter a memória do nosso passado.
Sou também um antigo aluno da Velha Escola
António Abilio Frazão da Luz
Comentários:
Ora viva António Abílio!
Até que enfim que deste notícias!
Como vais, cada vez mais "cheiinho"
ou é só impressão minha ao ver as fotos do casamento da tua filhota!
Teus pais, vão bem? Estão aí contigo ou nas Caldas? Espero que estejam bons de saúde.
Gostei de ler o teu comentário e saber que andas a acompanhar o "nosso" blog. Vê lá se vens ao almoço para o ano que vem, era engraçado vires com o Fanoca, claro está com as esposas ao lado!
Beijinhos para ti e para os teus pais.
Lurdes Peça...........19-10-2009
Em relação ao mestre de Trabalhos Manuais, eu frequentei a escola desde 1955 a 1961 e não era o Mestre Vasco Oliveira mas sim o Mestre Inácio Oliveira também irmão de ambos os Oliveiras.
Carlos Nobre.............19-10-2009
Viva Lurdes!
Como é bom ter alguém que se lembra de mim depois destes anos todos foi uma grande satisfação saber de ti.
Lurdes, quanto aos meus pais eles estão aqui porque a minha mãe não se encontra bem de saúde, no entanto eu fiz uma visita relâmpago a Portugal mas foi dividida entre Aveiro, Monte Gordo e dois dias nas Caldas.
Tive pouco tempo para visitar amigos, as únicas pessoas com quem eu tive e adorei, foi o Zé Manuel Doria e sua esposa Milu porque eles é que olham lá pela casa dos meus Pais.
No Algarve estive doente com febre, eu que ia com tanta ansiedade para tomar uns banhinhos no nosso mar não tive sorte, no entanto podes pensar que eu estou a inventar, mas também pensei em ti enquanto lá estive mas não tinha o teu contacto.
Prometo que agora que já sei como te encontrar, na próxima vez já não me vais escapar.
Lurdes falas da minha figura, deixa que te diga que as fotos só mostravam que eu estava muito inchado de orgulho de levar a minha filha ao altar. ah,ah.
Quanto a ir ao encontro dos antigos alunos isso era algo que eu adorava vamos lá ver se vai calhar num ano destes, também vou entusiasmar o Fanoca pode ser que ele queira.
Olha Lurdes foi um gosto comunicar contigo continua.
Um abraço para ti e todos os teus deste sempre Amigo.
Antonio Abilio Frazão da Luz ...........20-10-2009
Olá Carlos, talvez não te recordes de mim porque sou mais novo do que tu, mas eu lembro bem de ti desde que eu era miúdo e que brincava por de baixo da janela da tua tia Sofia, mas enfim quanto á tua observação dos Mestres Oliveiras, olha é muito possível que o Inácio também tenham dado aulas, mas eu não tenho memórias disso. Sei que o saudoso Adelino Mamede foi de certeza porque ele veio ao Canadá quando a sua irmã Beatriz cá vivia, até nós revivemos algumas passagens desse tempo. Quanto ao Vasco tambem sei porque eu tive aulas com ele, tambem sei que o proprio irmão Zé que deve de ser para a tua idade mais ou menos, que também deu aulas não de trabalhos Manuais, mas doutra coisa, esse já na escola nova depois de vir do Ultramar (Moçambique).
Um abraço Carlos.
António Abilio Frazão Luz............21-10-2009
Não ficava bem comigo se não mandasse umas bocas. Nunca mais te vi e olha que faz muitos anos. A ultima vez estavas para o lados de Viseu. Ainda falámos mas depois desapareces-te. Tenho estado em contacto com o Fanoca e também estive em casa dos teus pais no Algarve um verão passado. Pois isto é engraçado, é como estar á pesca! Quando menos se espera lá aparece mais um que não dava sinal. Só quero de momento felicitar-te e enviar daqui um grande abraço.
Victor Pessa...........22-10-2009
Caro amigo Vitor.
Pois é verdade Já vai muito tempo nós não tínhamos contacto ou nos víamos pois como tu dizes este maravilhoso meio moderno é fantástico e também concordo com o tua comparação da pesca. Eu desde que comecei a visitar o blog tenho tido tantas e boas emoções, que até me sinto mais novo e rejuvenescido depois de ler e ver tantas caras do nosso tempo de escola, fico contente e saudoso desse tempo.
Vitor quanto á ultima vez que nos vimos em 1978/79 durante a minha estadia em Portugal entre Caldas e Aveiro, apanhei um susto que me fez regressar ao Canadá outra vez. Quando verifiquei que só tinha pago uma parte da licença militar aos 18 anos, porque a burocracia não deixava pagar tudo de uma vez pensei em me apresentar no quartel onde pertencia que era Santarém fui lá para regularizar a situação, qual não foi o meu espanto quando depois do Alferes de serviço ter os papeis todos feitos era só o chefe neste caso um Sr. Coronel assinar e eu estava despachado este mesmo embirrou e não assinou os papeis, pois entendia que a tropa é para se cumprir e não se pagar com dinheiro, assim fez que eu tivesse que ir á inspecção Militar com 30 anos, já depois do 25 de Abril, livrei-me porque não fazia sentido nenhum mas só á custa de umas cunhas que ainda existem. Esta a razão da falta de contacto, depois fiquei alguns anos outra vez sem ir a Portugal mas continue com muitas saudades da nossa terra. Acho que é o mal de muitos Emigrantes.Espero que tu e o resto dos colegas tivessem gostado desta história que foi passada por mim.
Um abraço Vitor do que será sempre amigo.
Antonio Abilio............24-10-2009
quinta-feira, 15 de Outubro de 2009
Os desenhos da Lúcia
Quem não se lembra destes desenhos que eram tarefa obrigatória no ciclo preparatório, pelo menos nos anos sessenta.
A Lúcia Vasconcelos foi ao sótão e desencantou estas preciosidades que como se pode constatar pela legenda no rodapé datam de 1968.
Temas: 1968
terça-feira, 13 de Outubro de 2009
O Livro de matemática
Olá amigos
Eu sou o José Brás dos Santos, nasci nas Caldas, mas actualmente vivo no Barreiro. A minha família, pelo lado materno, é 100% Bairro da Ponte. Cheguei ao blog por indicação do meu pai que é o Fernando Santos que escreve para o blog da Escola desde o Algarve.
Não vejo pelas páginas do blogue pessoal da minha geração de ciclo preparatório. Tão pouco factos ou eventos dessa época (1972 a 1974). Desses tempos tento avivar algumas coisas que residem na minha memória, mas ocorre que não tenho nem fotos nem outros materiais comigo. Todavia, encontrei este fim-de-semana o livro de matemática do 1.º Ano do Ciclo.
A curiosidade deste livro é que ele surge no pós-revolução do ensino da matemática pelas mãos do prestigiado Matemático e Professor Doutor José Sebastião e Silva. Começa o livro pelo ensino dos conceitos base sobre conjuntos e números. Aparentemente nada de extraordinário, mas na verdade foi uma verdadeira revolução pedagógica e didáctica, já que a matéria «Teoria de Conjuntos» era uma matéria anteriormente ensinada apenas nos programas do Ensino Universitário.
A releitura do livro após tantos anos apresenta algumas agradáveis surpresas. A propósito de Medição de Velocidades, para introduzir o conceito de velocidade média, o aluno era confrontado com frases como «o caracol desloca-se devagar, mas o rato anda depressa» ou «o boi é vagaroso, mas o cavalo é veloz» e descobria coisas espantosas como «Há aviões – os supersónicos – mais rápidos do que o som.», ou que «o conta-quilómetros indica a distância percorrida que, dividida pelo tempo gasto, dá a velocidade média do veículo». Algo muito importante, que nos levava a ambicionar ter uma bicicleta com conta-quilómetros… só para testar na prática os conhecimentos aprendidos nas aulas (pelo menos para alguns).
Na verdade, após tantos anos, o que me surpreende neste livro é a simplicidade e subtileza na introdução dos conceitos, entre eles, conceitos de cinemática ou de dinâmica, os quais são matérias aprendidas mais tarde, no âmbito da disciplina de físico-química.
Um abraço
José Brás dos Santos
Comentário:
Na passagem da década de sessenta para a de setenta, a «Matemática Moderna» estava na moda. Depois, os inventores desse modismo passageiro aperceberam-se que essa forma de encarar a realidade quantificável era tão ou mais idosa do que a até então tida como «Antiga». Aquela que se leccionava nos diversos graus de ensino. A designação perdeu a força e acabou por cair em desuso. Em 72/74, o meu universo de referências já não se construía nas CdR. O meu baptismo na moderníssima teoria dos conjuntos ocorreu no ICL, lá para os lados da Rua das Chagas. Seria incapaz de reconstituir toda a cultura matemática que ao longo dos anos se me foi atravessando no caminho. Ignorei quase sempre os acenos que me foi dando. Só retive uma parcela ínfima dessa arte de fazer contas que o dia-a-dia me obriga a debitar. Em grande parte, a que o Professor Barreto me ofereceu nos dois anos do ciclo preparatório. É que os tais «Cálculos Comerciais» dos anos seguintes partiram há muito de viagem sem deixar rasto visível atrás de si.
Artur R.Gonçalves........15-10-2009
domingo, 11 de Outubro de 2009
Visita a Torres Vedras
Esta foto que o Lobato nos enviou recorda uma visita de estudo à Casa Hipólito em 1962, na altura a maior indústria do Concelho de Torres Vedras.
Não consigo identificar os meninos que aqui se apresentam numa esplanada de Torres Vedras, mas para a “rapaziada” da época não será difícil.
Esta visita traz também à memória a Casa Hipólito, famosa pela produção de candeeiros a petróleo e pulverizadores, entre outros artigos, que no seu auge teve cerca de mil trabalhadores.
Em 2004 teve a sua morte anunciada pois desde 1999, tinha salários em atraso aos restantes 664 trabalhadores e deixou dividas na ordem dos setenta milhões de euros.

Comentários:
Ainda me lembro desta fábrica que se quedava altiva e de chaminés fumegantes(primeiro saiu cheminé... e eu sei porquê)em Torres, no tempo das viagens semanais que fazia de comboio entre Caldas e Lisboa entre 69 e 73, mas ao ver a foto de baixo à esquerda a minha memória não foi buscar as «lanternas de incandescência a petróleo» como na realidade deveriam ser chamadas, mas sim os saudosos «Petromax», que nos últimos anos da minha permanência no Chão da Parada, representavam já um avanço enorme em relação aos paupérrimos candeeiros a petróleo da nossa infância. O problema maior era que, a camisa era tão sensível que ao mais pequeno movimento mais brusco, e como não estava no vácuo, desfazia-se toda.
Sei que os menino ricos e menos ricos da zona urbana do concelho não conheceram estas maravilhas tecnológicas, mas todos aqueles que começaram as destruir os olhos em noites (curtas, no meu caso) de estudo à luz do petróleo, para sair de uma situação de pobreza que parecia irreversível, não podem de forma nenhuma ficar insensíveis a imagens e «souvenirs» deste tipo.
Felizmente que depois de 1973, já nós tinhamos partido, tudo mudou, e passou a bastar accionar um pequeno botão na extremidade de um fio, que percorria sem beleza nem graça, o exterior da parede de pedra ou adôbe para se fazer luz.
Mas como a vida não é só passado, e aqui por estes lados, as folhas das árvores (uma das maiores e mais conhecidas belezas do Canadá) estão em plena mudança de cor e textura, e o termómetro não vai além dos 6 graus C, amanhâ a esta hora deverei estar nas estradas dos vizinhos do Sul devorando os 2600 Kms que neste momento me separam do sempre quente e aprazível Sunshine State (para o pessoal daí, Florida)e das suas maravilhosas praias, onde nem sequer são necessários os típicos corta-vento da Foz ou São Martinho.
Só vão faltar as sardinhas assadas e o pão de milho. É que segundo muito boa gente o cheiro que delas emana é repelente. Enfim, manias...
Abraço.
J.L.Reboleira Alexandre........11-10-2009
As minhas recordações não são tão nítidas como as do meu amigo JL. A imagem que terei tido da fábrica esvaiu-se por completo. Nem o nome me diz nada. Em contrapartida, tenho bem presente o cheiro a petróleo queimado dos velhos fogões de cozinha e das lanternas de campismo. O ruído ensurdecedor que faziam completa um pouco o quadro desses tempos cinzentos em que a realidade virtual ainda não tomara conta das nossas vidas num simples piscar de olhos. As experiências de vida, por vezes, têm pontos em comum muito fortes. As circunstâncias que os desencadearam é que podem variar. Para quem nunca lidou nem de longe com essas tais «maravilhas tecnológicas», o mundo é de facto encarado de um modo bem distinto.
Artur R. Gonçalves..........11-10-2009
A Casa Hipólito, que chegou a ser o maior empregador do Oeste, é um exemplo flagrante de que as empresas são como as pessoas, isto é, nascem, vivem e morrem. E a Casa Hipólito morreu por manifesta incapacidade de se adaptar ao desenvolvimento e à modernização. Efectivamente, com o advento do gás e enquanto crescia a sua utilização, primeiro pelas famílias mais abastadas e depois, progressivamente, pela classes mais pobres, a Casa Hipólito continuava, paulatinamente, a fabricar fogareiros a petróleo! E quando já ninguém os comprava em Portugal e nos países desenvolvidos ou em vias de desenvolvimento, a Casa Hipólito começou a exportá-los para países do terceiro mundo cujos bancos centrais não possuíam as divisas necessárias para fazer face ao pagamento das suas importações.E assim se finou uma das empresas mais emblemáticas da nossa região.Moral da história: empresa ou organização que não seja capaz de se modernizar constantemente acompanhando o desenvolvimento natural das sociedades estará, irremediavelmente, condenada à morte!
Sanches............12-10-2009
Nascido no ano da fotografia, nem por isso deixei de conviver com essas maravilhas tecnológicas. Para um miúdo de seis anos, o sistema de funcionamento do fogão a petróleo representado na imagem era muito curioso e algo intrigante. A Casa Hipólito também faz parte do meu imaginário infantil pelo cavalo-marinho utilizado como insígnia da empresa. Creio que na minha geração eram muitos os que pensavam que existia na natureza um animal marinho chamado hipólito. Só muito mais tarde alguns descobriram que Hipólito significa um género de crustáceos.
Discordo do escriba Sanches no que concerne ao conteúdo da sua «moral da história». No meu entender não é uma questão de modernização, antes uma questão de adaptação a realidades emergentes. Os Banqueiros e os Senhores de Wall Street foram extremamente”modernos” e “criativos”… ora vejam no que deu!
José Brás dos Santos...........12-10-2009
Com o intuito exclusivo de merecer o acordo do José Brás dos Santos queria apenas dizer que, para mim,em termos semânticos, modernização e adaptação a realidades emergentes são, rigorosamente, a mesma coisa!
Não foi, pois, a modernização dos banqueiros de Wall Street que provocou o enorme terramoto financeiro que vivemos mas sim (estaremos de acordo)a enorme criatividade que a indexação das suas remunerações variáveis aos resultados das suas instituições lhes veio a incutir.
Sanches.........13-10-2009
terça-feira, 6 de Outubro de 2009
O Andebol do Comércio
O Limpinho, um Nazareno a viver em Valado de Frades e uma presença sempre bem disposta nos nossos encontros, enviou esta fotografia que recorda a equipa de Andebol da sua turma do Geral do Comércio.
O facto de os atletas terem o nome bordado no blusão facilita a identificação.
Assim, em pé: o Avelino, o Limpinho, o Armando e o Machado.
Em baixo; o Sérgio, o Manuel Isac , o Espadana e o ?
Das meninas que apoiavam esta equipa julgo que uma delas, em baixo, é a Engrácia e ao lado direito o Prof. Fernando a quem carinhosamente apelidávamos de “Fernandinho das Garotas”.
Dois destes companheiros, o Avelino e o Armando, já terminaram a sua viagem pelo mundo dos vivos.
Ficam as boas recordações.
Zé Ventura
Comentário:
O seu a seu dono. As outras duas são; ao centro, a Lurdes Bernardes e a da extrema direita a Saragosa, algures nos Estados Unidos
Chaves............06-11-2009
domingo, 4 de Outubro de 2009
Passeio a Setúbal
Com as suas saias compridas e plissadas, eram assim as meninas de 1958, posaram para a posteridade neste passeio a Setúbal.
A Letícia que nos enviou a fotografia recorda os participantes.
Na fila da frente a começar pela Esq.: Matos, Oliveira, Isaltina, Solange, Padre António Emílio, Isabel Morgado, Fátima Marcelino e Leonor Martins.
Na fila de trás não consigo recordar os nomes.
Zé Ventura
quinta-feira, 1 de Outubro de 2009
Dra. Maria Xavier
Foi no dia 1 de Outubro de 1954 que iniciei a minha carreira de aluno da Escola Industrial e Comercial das Caldas da Rainha. Era minha professora de Português uma senhora, de seu nome Maria de Xavier Loureiro, que gostava que os seus alunos, em vez da a tratarem por "Setora", a tratassem por Sra. D. Maria. A senhora adorava poesia e, por essa razão, impunha exercícios poéticos a todos os alunos com alguma frequência. Nesse tempo e porque o ano lectivo no ensino secundário se iníciava a 1 de Outubroio a Sra. D. Maria, para se aperceber da qualidade dos seus novos alunos (presumo eu), mandou fazer uma poesia alusiva ao primeiro dia de aulas.
Porque hoje é dia 1 de Outubro, aqui vai o poema que fiz na altura e que contribuiu para que, durante o tempo em que fui aluno da Dra. Maria de Xavier, ter sido um dos seus discípulos preferidos embora a alguma distância do Noronha Leal e do Leal Pinto (que é feito dele?):
Dia primeiro de Outubro
Um dia que se esvaíu
Ou talvez, a grata recordação
De um dia que já partiu
Nesse dia sem igual
Ao raiar da manhãzinha
O estudante aplicado
Corre p'ra a escola apressado
Como uma leve andorinha
Um sonho leva na mente
Que o faz sorrir ao pensar:
- Como será a escola?
Também lá posso brincar?
- Certamente e porque não?
A escola é o coração
De todos - um querubim!
O preciso é trabalhar
Para podermos mostrar
Quanto valemos, em fim!
Um abraço
Sanches
Comentários:
Evocar o início das aulas equivale a ter, por uns instantes, a ilusão de que somos meninos de 11, 12 anos, que estamos vestidos de calções e de coração apertado...
Evocar também o nome da D. Maria Xavier, para além duma prova de carinho, é para mim, ainda, ocasião de relembrar o quanto, nesse tempo, significava, na Escola, a Língua Pátria que ela ensinava.
É bom, amigo Sanches, voltar a ser, nem que seja só por uns instantes, menino de calções, de coração ansioso, livros novos, lápis afiados e borracha nova ...
Um abraço do
Noronha
P.S. - O Zé Leal Pinto, que encontrei há uns tempos atrás - e que, com a minha mulher, visitei na sua casa de Tornada - foi, durante largos anos, elemento de vulto no campo cultural, na Cãmara Municipal do Porto.
Faz um tempo que o não vejo e gostaria muito de voltar a vê-lo.
Eram dele - que os herdara do Pai - os livrinhos do Capitão Morgan que li, deliciado. Não tinham ilustrações mas eram interessantíssimos. Gráficamente, pareciam o Borda d'Água...
Noronha.............02-10-2009
"...que gostava que os seus alunos, em vez da a tratarem por "Setora", a tratassem por Sra. D. Maria..."
Então meu amigo Sanches...desfaz-me lá uma dúvida...:
Sou eu que estou esquecido ...ou tu já estás influenciado pelos tempos modernos...?
"Setora"...??
Naquele tempo...???
Um abraço do
Maximino.........02-10-2009
Que emoção senti hoje ao consultar o blog e deparar com esta homenagem justíssima à Drª Maria Xavier! Além de sua aluna, em Português e Francês, fui igualmente sua explicanda, em sua casa, ali para o Bairro da Ponte! Foi ela que me preparou maravilhosamente em Latim , a fim de me submeter ao exame do antigo 7º Ano do Liceu.
Como recordo ainda hoje os seus preciosos ensinamentos nas aulas que nos ministrava, sobretudo na disciplina de Português e que tão úteis me têm sido ao longo da vida para bem escrever a nossa Língua!Já casada, estive na "tropa" em Moçambique e trocámos sempre correspondência. Ainda tive aoportunidade de lhe dar a conhecer o meu primeiro filho, numa tarde em que a visitei e em que estava acompanhada pela Drª Matilde Rosa Araújo, sua grande amiga.Nunca me esqueci que fazia anos no dia 1 de Abril, dia das mentiras!
Por tudo o que nos transmitiu e pela sua amizade, Drª Maria Xavier,OBRIGADA!
Fátima valente.........03-10-2009
terça-feira, 29 de Setembro de 2009
Visita a Coimbra

A Lena Silva guarda estas fotos que registaram uma visita à zona de Coimbra no ano de 1965.
Das alunas, da Formação Feminina, que participaram nesta visita de estudo identifico a Teresa Santos, a Fátima Valente, a São Lopes, a Lena Silva e em baixo a Celeste.
As Professoras; A Margarida Ribeiro, a Ermelinda, Maria Xavier e Deolinda Ribeiro.
Nas fotos em baixo as fotografadas são mais ou menos as mesmas.

Comentário:
Além dos nomes já mencionados, identifico aqui também a Elisabete e a Beatriz, cujo paradeiro desconheço há bastante tempo.
Alguém saberá por onde andam e o que fazem?
Fátima Valente..........29-09-2009
domingo, 27 de Setembro de 2009
Um jogo de Basquetebol
Se pensam que os “craques” do Basquete só estão na NBA, desenganem-se, aqui estão as equipas que participaram num emocionante jogo que deve ter acabado 10 a 10 ou coisa parecida.
Os participantes são do curso do Comercio de 1967, e identifico na fila de cima; O Olímpio Leitão, o Vitor, o Luzio e o Espadana.
Em baixo; o Espanhol, o Mateus, o Alpalhão e o Alexandre.
Como o tempo passa, ao ver esta foto lembrei-me das aventuras vividas com os meus amigos Luzio e Alexandre, que a morte já levou há mais de 30 anos.
Estas fotos estão no álbum do Olímpio Leitão.
Comentário:
Zé, falas em 10 a 10, e penso que estás a pecar por excesso.
É que ao ver a segunda foto, realmente o Cesto estava lá tão alto, que dificilmente a bola entrava.
Nunca entendi o porquê do Silva Bastos nos obrigar a fazer desportos que detestávamos e nos impedir de jogar uma boa futebolada. Enfim, manias..., se calhar já era obra do sistema.
Claro que me refiro ao sistema da época, que não tem nada a ver com aquele de que agora tanto se fala.
Fui colega de alguns destes atletas, mas se as caras já não estão lá na memória, os nomes que mencionas, esses sim, todos bem vivinhos. Até que um dia, todos nos juntemos ao Alexandre e ao Luzio.
J.L.Reboleira Alexandre..........28-09-2009
O Silva Bastos odiava futebol. O meu amigo Miguel Bento Monteiro, que o conhecia bem, foi seu aluno no Colégio e nos Bombeiros, conta dois episódios que o ilustram bem em dois posts que ecreveu no Blog do ERO. Nós também não apreciávamos Basquetebol no colégio, lembro-me de um jogo que terminou 4-2 perante a fúria impotente do professor...
J.J...........28-09-2009
Consigo identificar mais alguns, para não arriscar os que não tenho a certeza: na fila de cima, precisamente ao meio, está o Arnaldo Custódio, hoje distinto advogado nesta praça; entre o Luís Luzio e o Manuel Espadana aparece o Orlando Paulo; na fila de baixo, protegido pelo João Espanhol e pelo Fernando Mateus, está o Luís Botelho José que, para nós, foi sempre e ainda é o Lica.
O Prof. Silva Bastos não gostava mesmo nada de futebol, modalidade que apelidava de coicebol.
Orlando Sousa Santos............30-09-2009
quinta-feira, 24 de Setembro de 2009
10 de Junho de 1958
Nos anos 50/60 o 10 de Junho, Dia de Portugal, era festejado com toda a pompa e circunstância. Ao nível escolar organizava-se diversas manifestações desportivas, com alguns discursos pelo meio a exaltar o regime.
Mas politicas à parte, os “meninos” da Escola, estão devidamente perfilados e equipados para dar inicio ao acontecimento desportivo que não se sabe muito bem qual era, mas o José Santana Marques, que nos enviou esta foto, certamente num próximo comentário, vai esclarecer e ajudar a identificar os atletas
Comentário:
já não consigo recordar o nome de todos, posso até "trocar" alguns, mas não há problema que o nosso amigo Chaves vai ajudar melhor que ninguém. A começar pela esq. temos o Pimenta,?, Lino, Apolinário,?, Rabaça, Santana,?, Oliveira,?, Marques, Caetano, Xico de Bombarral, Maia, a seguir ao Maia creio ser um moço de Valado de Frades, a partir daqui a memória já não funciona. Recordo que o evento desportivo foi Ginástica, Saltos e um jogo de Vóleibol a fechar.
Santana.........25-09-2009
terça-feira, 22 de Setembro de 2009
Uma tarde na Mata
O Nosso colega Jorge Pimenta, um aluno de 1956, trouxe para o Blog algumas fotografias suas e da Ausenda, quase todas elas acompanhadas de descrição que identifica os locais e pessoas.
Esta foi a única que não tinha qualquer indicação, suponho que se trata de um dia da Espiga, mas o nosso Amigo Jorge Pimenta, sempre atento a estas coisas, certamente nos dará uma ajuda.
Comentário:
Efectivamente trata-se de um piquenique do dia da espiga. Terá ocorrido talvez no ano de 1956 mas o lugar não me ocorre. Quanto aos fotografados passo a descreve-los da esquerda para a direita: Eu, o Maia, a Gertrudes Vidigal, o Ricardo, a Alda Marques, a Fernanda e o seu irmão Marques da Silva e a Cremilde Vasconcelos. Os que estão de costas não consigo identificar.
Talvez mais alguem possa dar uma ajuda.
Pimenta.........23-09-2009
Temas: 1956
domingo, 20 de Setembro de 2009
Um jogo de Futebol
O Joaquim Lopes, um Caldense em Canas de Senhorim, junta-se ao grupo de participantes, neste espaço com estas fotografias.
Trata-se de um jogo de futebol que a selecção da Escola, realizou em 1957, com a equipa da Escola de Rio Maior.
Conforme se pode constatar o encontro já decorreu em campo “relvado” embora pouco aparado, mais parecendo cardos.
Quanto aos participantes não consigo identificar, sei no entanto que o Marques da Silva também fazia parte desta equipa maravilha.
Comentário:
A foto do grupo foi publicada em 29 de julho de 2007. Ver Desporto/Futebol.
Santana............21-09-2009
sexta-feira, 18 de Setembro de 2009
Maio de 1961
O Parque sempre foi um lugar de encontro dos alunos da Escola, julgo mesmo que não haverá um ex-aluno que não tenha pelo menos uma foto tirada naquele magnifico espaço.
As fotos de hoje fazem parte das recordações do João Galrão e são datadas de Maio de 1961.
Os intervenientes, muito bem dispostos, são: o Rodolfo, o João Galrão, o Fernando Martins, a Carolina, a Teresa Morgado e a Helena Honório.
quarta-feira, 16 de Setembro de 2009
Acampamento em Aljubarrota
domingo, 13 de Setembro de 2009
Formação Feminina de 1965
Esta fotografia da Isabel Vicente recorda a turma da Formação Feminina de 64/65.
O local onde a foto foi obtida não é identificável, mas o grupo das meninas é composto pela Salomé, a Fernanda Galveias, a Assunção, a Fátima Soares, a Maria da Luz, a Manuela Branco, a Ederlinda, a Elisabete Horta, a Teresa, a Isabel Mota, a Isabel Arroja, a Isabel Engenheiro, a Fernanda Salomé e a Isabel
quinta-feira, 10 de Setembro de 2009
Noticias da Alemanha
Olá Zé VenturaMando-te umas fotos que encontrei há dias no álbum do meu pai.
A primeira penso que seja do meu primeiro ano do ciclo em 1969 ou do segundo em 1970.
A segunda Foto, penso que seja de um passeio de finalistas entre 1961 e 1972 pois meu pai foi motorista nos Claras e ele fez muitos passeios com os finalistas.
O Meu Pai é o António de Jesus Santos que era conhecido na altura pelo “destravado” ou o “maluco das caminetes”. Na foto ele é o primeiro em baixo do lado direito.
Um abraço
Filipe Santos
Comentário:
As fotografias de grupo com o tempo acabam todas por se confundir umas com as outras. Sobretudo quando os protagonistas se transformaram em meros figurantes de uma encenação perdida. O que se pudesse dizer de uma delas em particular acaba por se poder aplicar às restantes em geral. Os próprios cenários parecem perpetuar-se de pose em pose. Então, o silêncio ensurdecedor do «déjà vu» instala-se. No caso concreto do tal «passeio de finalistas», consigo identificar com segurança os professores Isabel e João Correia, grandes organizadores destes eventos anuais, e com algumas reticências o professor Joaquim Sarmento. As escadarias e igreja de Santa Luzia lá estão a recordar-me que em 1968 lá estive igualmente a celebrar a conclusão do curso. Os Se’tores de Inglês e Matemática faziam parte dos excursionistas, mas não o de Física e Química. E a imagem já começou a falar, a desvendar alguns dos seus mistérios. Não foi tirada seguramente nesse ano. Todavia, o motorista talvez fosse o «destravado/maluco das caminetas». Quem souber que o diga.
Artur R. Gonçalves........12-09-2009
terça-feira, 8 de Setembro de 2009
O Pentágono
O nosso amigo Luis Franco traz para o Blog mais umas daquelas pérolas que nos fazem recuar quarenta anos, mas o melhor é transcrever o mail que enviou.
Olá Ventura
Aqui vai alguma nostalgia do final da década de 60.
Muitos de nós certamente que ainda nos lembramos do conjunto Pentágono.
Aqui vão algumas fotos. Todos os elementos foram alunos da Bordalo Pinheiro com excepção do César Tempero.
Na foto 1, tirada no palco da sala antiga dos Pimpões, estão: o Luís Frutuoso, o Antero, o Chaves Cardoso, eu e em baixo o Sena.
Na foto 2, tirada num dos famosos bailes do Lisbonense, estão: o Chaves Cardoso, o Luís Frutuoso, o César Tempero, eu e o Antero.
Na foto 3, tirada na antiga FNAT no alto da Foz-do-Arelho, estão: o Chaves Cardoso, o Luís Frutuoso, o César Tempero, eu e o Antero.
Não sei do que é feito de todos estes antigos amigos e colegas, com excepção do César Tempero que é o Presidente da Junta dos Vidais.
Um abraço
domingo, 6 de Setembro de 2009
Fim de semana na neve
Para os “novos-ricos” que julgam que é moda ir para a “neve”, desiludam-se, pois os alunos de 1969 já faziam estas viagens com toda a pompa. Bem sei que não iam vestidos a rigor, alguns até de gravata iam, os esquis eram os sapatos ou para os mais engenhosos um saco de plástico, mas seguramente, divertiam-se muitíssimo, conforme nos contou o Guilherme, à frente na direita, que nos trouxe esta foto de uma viagem à Serra da Estrela.
Fazem ainda parte dos esquiadores: o Justino Abreu, o José Fernando, o Mário Morgado e outros amigos que não consigo identificar.
Comentário:
4o anos já passados, é verdade, e como tudo é tão atual. já se faziam excursões para esquiar como se comprova. É extraordinário estarem alguns "desportistas" de fato e gravata, na neve. Tal a postura dos alunos em representação digna da escola Bordalo Pinheiro. Hoje reparamos que o "in"é nos colégios os meninos pequeninos andarem de gravata novamente.Como naquele tempo faltava tudo, á boa maneira portuguesa inventámos métodos de esquiar, talvez os percursores do actual snowboard.recordo-me dum episódio muito pitoresco. Eu e o meu amigo Sousa Santos (1ºda esqr.na foto)encontrámos em plena serra um caixote em madeira de média dimensão que era mesmo na n/ medida para nele esquiarmos e dentro dele aí vimos nós serra abaixo, tal velocidade tomou que dele perdemos o controle só parando quando fomos embater violentamente num dos poucos esquiadores devidamente equipado com esquis que faziam a coisa a sério. bem, a coisa foi grave, partimos os esquis ao senhor, isto acompanhado com uma dose de cambalhotas que por milagre não provocou ferimentos. o senhor queria que pagássemos os esquis(meteu professores e escola)enfim foi uma situação difícil de resolver. mas e agora voltando novamente à actualidade, talvez aqui tivesse havido tobogan pela 1ª vez na serra.Como costumo dizer está tudo inventado só se vão sempre aperfeiçoando até atingir o perfeito.um abraço.
Guilherme ............09-09-09
quinta-feira, 3 de Setembro de 2009
Um fotógrafo em Paris
Eu sou o António Borga fui aluno da Escola em 1964, quando foi inaugurada pelo Almirante…..(Américo Tomaz).
Só fiz os dois primeiros anos e em Agosto de 1967 cheguei a Paris onde vivo actualmente.
Dos meus tempos de Escola lembro-me do Firmino Rodrigues, que vejo quando vou a Portugal, o Zé, filho do dono do Hotel Rosa, o Elias do azeite. Havia também a Graça, o Sena, o Vidal, e outros que já não me lembro, mas gostava de contactar.
Tenho um site na Net http://abphoto.free.fr/

E o meu mail é abphoto@free.fr
O meu vocabulário não é muito bom (Eu já dei uma ajuda) mas é o vocabulário de um puto que deixou as Caldas com 13 anos.
Um abraço
António Borga
Depois de uma pequena investigação encontrei a pauta de 1964/65 Turma E (Clica em cima para aumentar), quem sabe se os antigos companheiros ainda se lembram dele.
Com o Nº 121 lá está o nosso fotógrafo "Francês".
Comentários:
Quantos ex-alunos da nossa escola não estarão na situação do Borga no que o vocabulário concerne. O receio de serem criticados por alguns cujos vocábulos se limitam à maravilhosa e difícil lingua de Camões é muitas vezes uma razão mais que suficiente para criar inibições e assim diminuir o número de presenças neste blog que o Zé vai mantendo com imensa boa vontade.
Eu mesmo sinto por vezes, nas várias deslocações á terra onde nasci alguns comentários menos agradáveis. Vou contar um episódio que me aconteceu já há alguns anos com um ex-colega que revejo de vez em quando, e se ele por aqui aparecer talvez se recorde, ou talvez não, já que o momento terá sido mais importante para mim do que para ele.
Assim e acabadinho de chegar às Caldas, depois da travessia do Atlântico, dirijo-me de imediato ao balcão do meu banco (ainda não existia essa coisa maravilhosa que dá pelo nome de Multibanco) e ao ver o meu ex-colega da Bordalo, dirijo-me a ele para «encaixar» (para quem não sabe trata-se da tradução literal do termo correcto nos meus 2 mais usados idiomas, o Francês e o Inglês) o cheque que possuia.
Do outro lado do balcão o nosso amigo de farto bigode, não resistiu e comentou para uma linda colega funcionária que eu não conhecia de lado nenhum: olha lá ó Maria (seria este o nome?) aqui o nosso amigo Reboleira quer encaixar. Podes ajudá-lo?
É claro que não apreciei a piada, sobretudo por que não conhecia a fulana de lado nenhum, mas não reagi e fui servido.
São atitudes deste tipo que por vezes dão origem a mal entendidos entre os que por aí sempre se quedaram e outros que por imensas razões decidiram partir.
Hoje o caricato da situação faz-me rir, na altura não achei piada nenhuma.
Abraço do Canadá do J.L.Reboleira Alexandre......04-09-2009
Amigo Reboleira, sempre que eu ia e vou a Portugal e me dirigia ao banco a maior parte dos funcionários eram da Bordalo Pinheiro e mesmo naqueles dias em que o banco estava cheio de clientes se ouvia logo o Zé Maria ou o Xavier e outros , entao oh KAMONE ou oh Choninha ou oh Marsinga estás ca outra vez? Trouxeste a televisao portatil ao teu cunhado? (Vitor Corado). Eu como também gosto da brincadeira dizia-lhes: é pá cada vez estão mais atrasados. Por vezes um gracejo ficamos mais a vontade .
Hoje se Deus quizer lá parto eu para mais uma estadia de dois meses para a nossa santa terrinha.
Por favor não quero a charanga das Gaeiras à minha espera,
Chaves.............04-09-2009
Eu a única experiencia que tive desse género foi na minha ida para Moçambique, onde nas raras vezes que encontrava um conterrâneo, era como se voltasse a respirar o nosso arzinho do Oeste...
Esse problema de perder o treino do que se diz ou se escreve, acontece com muito boa gente...
E já agora, admiravamo-nos muito (alguns admiravam-se...) pelo facto de os nossos emigrantes que rumaram a França há já muitas dezenas de anos, referirem à chegada ...que vinham de "vacanças"...
Mas como poderiam eles referir que vinham de férias...se férias tinha sido coisa que nunca haviam conhecido nas suas vidas...?
Por isso o melhor que o amigo Borga tem a fazer...é continuar a escrever, mesmo se num português afrancesado, porque com o tempo e o treino vai melhorando...
A respeito desse treino da língua, posso contar uma experiencia...:
Faço parte de um Forum de Sportinguistas que tem centenas de membros (tudo gente boa e não seria de esperar outra coisa...: para os desatentos eu escrevi...:sportinguistas...!!), sendo vários das mais diversas partes do globo...
Entre eles e logo no início, chegou-nos um português de Loures, residente nos EUA há mais de 40 anos...
O nosso amigo Juvenal ao principio deixava alguns de nós mais "atrapalhados" para a tradução, do seu... nem português nem inglês...
Mas nunca desistiu, nem nós os deixámos desistir...hoje (e não fora o facto de o seu computador desconhecer os sinais auxiliares da escrita em português...)o Juvenal escreve muito melhor o português...e alguns de nós (eu...)até já entendo alguma coisa de inglês...
Por isso amigo Borga...só tem que continuar...e será sempre muito bem vindo, mesmo para alguns mais velhos como eu...que nos seus tempos de Escola...já andava a marcar passo...!!!
Um abraço
Maximino........04-09-2009
Às vezes não é necessário sair do país para ver como o português é uma língua traiçoeira que gosta de brincar com os múltiplos sentidos das palavras. Pergunte-se a uma vendedoura do Mercado do Bolhão se a «nêspera é boa» ou a uma outra no Mercado Municipal de Faro se a «amêndoa está chocha» e terão a surpresa da resposta. Curta-e-Grossa. É tudo uma questão de saber «encaixar» a ironia das ambiguidades da linguagem.
Artur R.Gonçalves......05-09-2009
terça-feira, 1 de Setembro de 2009
Viagem a Évora
Do álbum da D. Helena Gouveia retirámos estas fotografias que reportam a uma viagem de estudo a Évora.
As fotos datadas de 5 de Março de 1973 retratam os alunos do 1º Ano do Curso geral do Comércio que teriam sido finalistas em 1975, último ano da Escola com o nome de “Comercial e Industrial”.
domingo, 30 de Agosto de 2009
Os Cadernos da Matilde
Vou descrever como as coisas se passaram no primeiro dia que entrei nesta escola (Nova) porque já não me lembro bem quando fui para a Escola velha pela primeira vez.
Quando entrei nesta escola pela primeira vez fiquei deveras deslumbrada pela grandiosidade e beleza.
Ao chegar mandaram-nos para os átrios, assim como às minhas colegas e ali houve muitos cumprimentos, pois algumas já não nos víamos há quase quatro meses.
Andámos quase duas horas a subir e a descer escadas, chegávamos ao rés-do-chão mandavam-nos para o primeiro andar, chegávamos ao primeiro andar e mandavam-nos para o rés-do chão, sempre assim até que vieram chamar o 2º B, pareceu-nos um sonho, já andávamos cansadas de subir e descer escadas e de receber pisadelas.
Deram-nos o horário e mandaram-nos vir no dia seguinte.
Um dia perdi-me cá e ainda não sei onde foi, o que eu sei é que não dava com a porta de saída.
Matilde 04-01-1965
Conservar 20 cadernos diários no sótão por mais de quatro décadas é verdadeiramente notável. O espanto é tanto maior, quando é sentido por alguém que não guardou desses tempos o mais leve resquício de material escolar. Nos dias que correm, em que os apartamentos mal chegam para abrigar quem os habita, os sótãos mais não são do que a imagem algo idílica de um passado remoto com contornos cada vez mais esbatidos ou de dimensão meramente utópica. Depois, por essa altura, havia ainda o hábito purificador de fazer uma «queima» solene das sebentas e testes no final do ano lectivo. Por vezes nos recreios da própria escola e nas barbas dos professores. Alguns dos meus apontamentos tiveram esse destino nas vésperas das férias grandes de verão que sempre considerei como verdadeiramente merecidas. Ao invés da Matilde, que em 1965 já não se lembrava bem do primeiro dia em que entrara na escola velha, recordo com muita clareza o primeiro dia em que ali entrei. Nem podia ser doutro modo. Levava calções e fui mimoseado com umas valentes verdascadas nas pernas. O crime académico residia em ter ido para as aulas de «cuecas». As marcas ficaram-me registadas na pele por mais de uma semana. A experiência serviu-me de lição. Outras praxes menos dolorosas ocorriam, como diria o Trindade Coelho, «in illo tempore» de caloiro. Escapei ao «baptismo» no chafariz das cinco bicas, mas fui obrigado ao respeitoso inclinar da cabeça aos veteranos, quando estes me obrigavam a «baixar». Sinais dos tempos, afinal tão longínquos e próximos daqueles que vivemos nos dias de hoje. Recordações presentes de tempos passados que nenhum de nós terá registado nos cadernos escolares e que nenhum baú poderia arrecadar. Moram connosco o tempo todo, até que a capacidade de armazenamento se esgote e que a nossa memória, sabiamente, as expulse definitivamente de dentro de nós e nos dirija os pensamentos para outros lugares mais agradáveis de (re)visitar.
Artur R. Gonçalves........31-08-2009
Os cadernos da Matilde, conservados com o mesmo carinho com que hoje mantém o acervo do Museu José Malhoa, e os comentários do Artur, fizeram abrir a "caixinha" que permanece a maior parte do tempo bem arrumada nos baús da memória.
E as recordações brotaram ...
O "calduço", muitas vezes com demasiada violência, para marcar o poder;
A ameaça do "baptismo" no chafariz (fui várias vezes testemunha obrigatória, embora nunca me calhasse ser réu);
A medição do campo de andebol com um fósforo, sempre com erro na contagem final;
A finta feita ao mais velho, na futebolada jogada às escondidas do Prof. Silva Bastos, que resultava sempre em estatelanço;
O pastel de nata que desaparecia como por milagre, quando ia cumprir a função de terminar a salivação;
O lugar na fila do almoço, sempre perdido a favor do "matulão".
Ficou a memória de um braço partido, uma perna quase sem pele e alguns "ódios" de estimação, que o tempo se encarregou de limpar.
Orlando Sousa Santos........31-08-2009
Por falarem em calduços.... lembro-me num ano "não muito longe", creio que era o Veludo que num inicio de periodo confundiu os casacos do Carreira com o do Dr. Jorge Amaro.......imaginem quem levou o calduço e a atrapalhação do Veludo.
Poderá haver aqui algumas falhas de memoria, que ontem esqueci-me de tomar o fosforo ferrero, tomei o Roche.
Xiveve..........29-09-2009
Temas: 1965
quinta-feira, 27 de Agosto de 2009
Vida e obra do Padre Borges
Por intermédio do Sanches, chegou até ao Blog um Livro sobre a vida e Obra do Padre Borges.
Editado em Maio de 2009 por um grupo de Amigos, tem por finalidade dar a conhecer a obra notável que o Padre Borges tem levado a cabo em Santarém.
Diz a autora, Maria Ivone Duarte Carrolo, que “o modo de ser e de estar do Sr. Padre Manuel Francisco Borges, faz dele uma Personalidade ímpar que temos agora ocasião de enaltecer”
A curiosidade do Livro chega-nos nas páginas 172 a 176, onde se faz referências ao Blog da Escola com a reprodução do post publicado em Janeiro de 2008, e lá estão os comentários do António Nobre, do Noronha leal, do Maximino, do Artur R. Gonçalves, do Guilherme Santos, da São Morgado, do Joaquim Chaves e do Duarte Lopes.
Como as eventuais receitas da venda do livro revertem para a Obra Social do Padre Borges, aceitei o desafio de vender alguns pelo valor de 5 € cada. Será o nosso contributo para a obra do nosso antigo Professor.
Para os interessados os exemplares encontram-se à venda na minha loja, Electro Líder, ou contactar com o Sanches no Montepio Rainha D. Leonor.
Reserve aí, por favor, um exemplar para o Noronha.Não poderia perder esta oportunidade de me associar a mais uma merecida homenagem ao nosso amigo Padre Borges !Abraço
F. Noronha Leal...........28-08-2009
Tambem eu te peço que reserves um livro para mim inerente á vida do Padre Borges, HOMEM BOM, e já na altura com uma postura com os seus alunos acima da vulgaridade.
Na proxima semana deslocar-me-ei ás Caldas e levantarei o Livro. Um abraço
Antonio Nobre.........29-08-2009
terça-feira, 25 de Agosto de 2009
Na Barragem do Cabril
Melhor do que qualquer legenda o verso da fotografia que a Gina nos trouxe fala por si.
Comentário:
Se os nomes das meninas da foto foram escritas passado muitos anos vá lá, houve um esquecimento, quem era aquela do ponto de interrogacão, a de mais ou menos branco penso eu.Nao seria a Trinta que veio para os E.U,ainda nova e que vivia numa quinta perto do Ameal que era conhecida a Quinta dos Trinta?
Chaves.........29-08-2009
domingo, 23 de Agosto de 2009
O Diploma
Esta Cópia aqui reproduzida embora não seja da Escola Comercial e Industrial, é porém de um colega nosso.
O Álvaro Gandaio, que acompanha este Blog no Montijo, enviou o seu diploma da Escola primária e o que me impressionou foi na verdade a “força” que o regime dava à Mocidade Portuguesa, fazendo constar em tudo o que era papel a sua bandeira.
Sempre que se escreve no Blog sobre a Mocidade Portuguesa, causa algum “frissom” pois a instituição
defendia os valores de um Estado onde a hipocrisia era dominante, mas por outro lado significou para muitos a oportunidade de praticar desporto.
Fica para a história um documento interessante.
José Ventura
Comentário:
Os «frissons» são sempre úteis quando têm o condão de despertar o ânimo a quem se deixou adormecer comodamente pela letargia provocada por um verão quente e sem enredos verdadeiramente dignos de registo. Nem sequer os alcançados pelas cores nacionais nos campeonatos mundiais de atletismo que estão a decorrer em Berlim. Mesmo assim, seria curioso comparar as marcas que lá vamos obtendo com aquelas que a bandeira das quinas, dos castelos e das flores-de-lis nos proporcionaram entre 1936 e 1974.
Artur R.Gonçalves..............23-08-2009
quarta-feira, 19 de Agosto de 2009
Alunos de 72
O Francisco Inácio deixou esta fotografia para publicar no Blog mas não nos deu nenhuma indicação sobre a mesma.
Julgo não estar enganado que se trata de uma viagem estudo dos alunos de 1972, quanto aos participantes parece-me reconhecer a Zita, a Madalena, o Francisco Inácio, o Eduardo Fatal, a Professora Elisabete.
Em baixo o Edmundo.
José Ventura
domingo, 16 de Agosto de 2009
Electricistas na “Espiga”
Nesta fotografia que o Filipe Silva e o Vitor Santos guardam nos seus respectivos álbuns, temos um numeroso grupo de Electricistas a comemorar o dia da Espiga.
A servir de guarda de honra ao “palhinhas” estão o Zé Manuel, o Jaime Ferreira, o Nazaré Barbosa, o Beja, o Vitor Peça, Filipe Silva e Vitor Santos.
A velar pelo bom “funcionamento” do grupo o Engenheiro Piriquito e o Mestre Raul
José Ventura
As minhas felicitações para o Mário Reis Capinha por ser o único que aqui aparece a comentar fotos ou assuntos dos anos 50/60.
Conheço muito bem o Raul Silva, fui amigo da família, e já tive oportunidade de falar telefonicamente com ele graças à intervenção do Zé Ventura. Pena é que o Raul tal como muitos dessa época não estejam interessados em aderir às novas tecnologias.
Um abraço ao Mário Capinha desejando que apareça mais vezes a desafiar o pessoal da "velha" guarda para perderem o medo e a vergonha aparecendo por aqui a contar as suas histórias e identificar pessoas que provavelmente eu conheci.
Fernando Santos - (Olhão).....21-08-2009
quinta-feira, 13 de Agosto de 2009
A “Escola” foi à praia
Em tempo de verão vem a propósito estas fotografias, a de cima enviada pelo Fernando Pacheco de Lisboa, onde recorda o verão de 70.
Não reconheço muita gente mas o Filipe Domingos, em baixo 2º da direita, de certo dará uma ajuda em identificar os banhistas e até as circunstâncias em que esta foto foi obtida.
A outra fotografia, em baixo, é dos anos sessenta e vem do álbum do João Galrão e a dificuldade de identificar os veraneantes é a mesma.
José Ventura
Comentário:Basta ver estas duas fotos para compreender como as mudanças aconteceram rápidamente de 60 para 70.
Na de baixo o jovem com a T-Shirt estilo Capitão Fiúza, marinheiro lusitano da série do Cavaleiro Andante, a quem só falta mesmo o boné, ( quem se lembra deste herói dos mares?) será certamente o namorado da bela garota a seu lado. Por baixo deles pode apreciar-se a presença de elementos, certamente da mesma familia.
Na foto de cima, passados apenas 10 anos, qual sacrilégio, as miúdas iam sòzinhas para a praia com os rapazes, pese no entanto o facto de para a posteridade terem ficado bem separadas deles.
A indumentária também se pode ver que mudou radicalmente, para melhor evidentemente.
A influência dos anos sessenta passa toda por aqui.
J.L.Reboleira Alexandre.........13-08-2009
Só posso comentar em relação à foto de cima.
As circunstâncias da foto, para ser franco já não me lembro, embora fosse do tempo em que andei a tirar o 7º ano de praia, namoriscando aqui, namoriscando ali, aquilo que fazíamos à época na idade que tínhamos.
Na fila de baixo da esquerda para a direita temos: Luís Frutuoso, Alonso, Pacheco, O Je e o Ramalho.
Em cima e pela mesma ordem: Mulher do Marques da Silva, A irmã do Camané, Elisabete, Anita (uma grande amiga infelizmente já falecida) e a Mila.
Filipe Domingos......15-08-2009
domingo, 9 de Agosto de 2009
Os livros de Autógrafos
Os livros de autógrafos onde se colava as fotos dos colegas com dedicatórias ou dos namorados com juras de amor eterno, é uma das peças da época que pessoalmente me fascina.
As fotos tipo “Lá-minute” com dedicatórias no verso, são representativas de uma época.
Estas que aqui se reproduzem vêm do álbum da Fernanda Silva.
José Ventura
E os famosos inquéritos? Será que alguém ainda guarda um desses exemplares constituídos por cadernos em que cada página continha uma pergunta cuja resposta revelava, discretamente, um segredo íntimo dado, muitas vezes, de forma codificada para ser entendível apenas por uma pessoa?
Sanches........11-08-2009
Amigo Mário Reis..."alinhe-se" pelas modernices...não se deixe abater...!!!
Qual velhos, qual quê...nós temos é uma capacidade de adaptação enorme...!!!
Um abraço
Maximino.........11-08-2009
Os livros de autógrafos!
Quando a imaginação ajudava e a destinatária mais chegada, a dedicatória era bem pensada e escrita com as palavras sentidas e rebuscadas no melhor vocabulário disponível. Outras vezes, o cuidado não era tanto e saía uma quadra mais brejeira, uma frase banal, sempre de forma carinhosa e amiga.
Quaisquer que fossem as circunstâncias, só o ter sido escolhido para escrever no "livrinho" já era motivo para que o peito "inchasse" de vaidade!
PS - Por onde andarão a Fernanda Maçãs e a Micá?
Orlando Sousa Santos.........11-08-2009
A quarta vinheta da série é, porventura, aquela que mais se aproxima da filosofia dos tais «livros de autógrafos» em que a imaginação falhava e a quadra-de-pé-quebrado ajudava. A lição presente na sentença «(...) não dizer o que se faz / e não fazer o que se diz» não andará muito longe da documentada no conhecido ditado popular «Bem pregava frei Tomás, / faz o que ele diz, mas não faças o que ele faz».Já agora, aí vai um outro conjunto de quatro versos que em tempos li num desses «livrinhos» (como anota o Orlando) e que me ficou gravado na memória até hoje, tal a profundidade do conselho académico: «Larga os livros, estudante, / esses velhos calhamaços, / que a ciência dos homens / está nos beijos e abraços».
Artur R.Gonçalves..........13-08-2009
Temas: 1966
quinta-feira, 6 de Agosto de 2009
Visita a Évora
As fotos de hoje vêm respectivamente do álbum da Aurora e da Fernanda Beatriz e retratam o mesmo passeio, uma visita a Évora no ano de 1963.
As intervenientes são as alunas da Formação Feminina com algumas professoras.
Da esquerda para a direita: a Aurora, as Professoras Ermelinda e Maria Xavier, a Fernanda Beatriz, a Ermelinda, a Fernanda Garcia e outras meninas cujo nome me escapa.
terça-feira, 4 de Agosto de 2009
Alunas de 70
Estas meninas, e menino, dos anos setenta não são fáceis de identificar.
Na foto da esquerda, julgo que a primeira é a Luisa Pequeno e com o casaco de “marinheiro” a Fernanda Amaro.
Em baixo a Fernanda com a Teresa.
Estas fotografias fazem parte do álbum de recordações da Fernanda Amaro, que faz parte da equipa que leva a bom porto o Encontro da “malta”…e a propósito não se esqueçam que o próximo já tem data marcada, 8 de Maio de 2010, (2º sábado de Maio), no sitio do costume, Restaurante "A Lareira".
Olá! Muitos parabéns pelo blog! Aproveito para informar que a menina que está ao lado da Luísa Pequeno sou eu (Maria Elisete). Fiquei muito feliz por recordar velhos tempos.
Maria Elisete.............01-11-2009
Temas: 1970
domingo, 2 de Agosto de 2009
Abril de 1964
Este trio de fotografias que vem do álbum da Fátima Valente tem a particularidade de terem sido obtidas no mesmo dia, mais precisamente a oito de Abril de 1964.
A Ermelinda, a Glória, a Maria Eugénia, a Maria Margarida, a Perolina, a Natália, a Maria Emilia, a Alzira e a Isaura são algumas das suas colegas de turma que ficaram no retrato.
O “cenário” é a Escola “Velha” que estava no último ano de funcionamento.
quinta-feira, 30 de Julho de 2009
Um Jantar de Verão
Do amigo João Jales, “Webmaster” do Blog da ERO, recebi o convite para participar e divulgar um Jantar que vai ter lugar no dia 7 de Agosto (Sexta-Feira), na Inatel (Antiga FNAT).
Tal como aconteceu no ano passado realiza-se um jantar de confraternização entre "jovens" que passaram férias nas Caldas, Foz e S. Martinho nos verões anteriores a 1974.
As inscrições estão abertas a caldenses e não caldenses, sejam ou não ex-alunos do ERO ou da Escola. O ponto comum serão as férias passadas entre a Foz do Arelho, S. Martinho e Caldas e as respectivas recordações...
Inscrições em:
Audiomanias
Av. 1º de Maio, 6 /Caldas da Rainha
262845539
ou
joaojales@gmail.com
O convite fica feito, o preço é de 15 € e a animação está garantida.
Nota: a Imagem que ilustra este convite é a reprodução de um Postal Ilustrado dos anos sessenta editado pela FNAT.
Comentário:
Obrigado pela divulgação, conforme a adesão e o entusiasmo talvez para o ano que vem se organize uma futebolada antes da refeição.Conto com o Zé Ventura, se estiver disponível. Este ano é só para comer...
JJ...............01-08-2009
terça-feira, 28 de Julho de 2009
10 de Junho de 1955
As comemorações do Dia de Portugal, no regime de Salazar, tinham um peso político muito grande e obviamente a Mocidade Portuguesa tinha uma influência muito grande nos jovens, que mais do que ser o sustentáculo do regime, viam nesta organização uma forma de participar em actividades desportivas.
Estas fotos, do arquivo da Escola, das comemorações do 10 de Junho de 1955, mostra-nos uma classe de ginástica feminina em plena evolução do seu esquema, e os “meninos” da Mocidade devidamente perfilados sob a bandeira e um cartaz “Viva Portugal”.
José Ventura
domingo, 26 de Julho de 2009
Professores de várias gerações
Já tocou para a entrada e as aulas já começaram, e lá estão os professores que foram transversais a várias gerações.
O mestre Mateus, a Professora Margarida, o Professor Barreto e o Director Leonel Sotto Mayor.
Os dois primeiros felizmente ainda se encontram entre nós e de boa saúde. O mestre Mateus divide agora o seu tempo entre o Algarve e as Caldas da Rainha, quando à professora Margarida continua no Chão da Parada. Quem sabe se no próximo ano os convencemos a ir ao almoço dos antigos alunos.
Comentário:
Fui dos primeiros alunos do mestre Mateus mas não consigo ver quem é o menino que "está a fazer xixi" contra a maquina. Talvez alguem saiba.
Chaves..........26-07-2009
Uma fotografia é sempre a captação de um acto único, irrepetível, singular, fixado no momento em que o clic se fez. Podem passar anos a fio e o instante ali está bem presente. Neste caso concreto, deparamo-nos com a concretização de quatro desses flashs. Curiosamente, os pormenores que me chamaram a atenção em cada um deles escapam à órbita dos professores retratados em situação laboral. O actividade um pouco insólita do tal menino na oficina do mestre Mateus, o ar desatento da menina do relógio na aula da Dra. Margarida Ribeiro, o balde das experiências volumétricas no laboratório improvisado do Professor Barreto, o crucifixo legitimador da ordem e dos bons costumes cristãos no gabinete do Director Leonel Sotto Mayor. Os Docentes são conhecidos de todos nós que frequentámos a escola na década de 60. Os meninos e meninas recusaram-se a ficar cristalizados nessas velhas fotos e saltaram para a vida, anónimos, desconhecidos, misteriosos. Nos dias que correm, a uma distância tão acentuada no espaço e no tempo, vá-se lá saber quem são.
Artur R.Gonçalves.......28-07-2009
quinta-feira, 23 de Julho de 2009
No Parque e em Óbidos
As fotos de hoje são provenientes do álbum cá da casa.
Na do lado esquerdo temos a Elisabete Pinto, a Fátima Louro e a Anália.
Na foto do lado direito o cenário é a bonita Vila de Óbidos e as meninas que foram em visita de estudo são a Irene Pedrosa, a Maria do Céu e a Elisabete Pinto.
… E por falar em Óbidos, não se esqueçam que está a decorrer a Mercado Medieval.
José Ventura
terça-feira, 21 de Julho de 2009
O Padre Renato
A correspondência trocada entre Armando Silva Carvalho e Maria Velho da Costa foi agora publicada em livro pela editora Caminho. “O Livro do Meio” foi galardoado pela Associação Portuguesa de Escritores /CTT, com o Grande Prémio de Poesia.
O autor faz inúmeras alusões às Caldas da Rainha e pessoas que povoaram a sua infância.
Aproveitando a "boleia" do Cavacos das Caldas, sempre com grande disponibilidade para colaborar no nosso Blog e que nos disponibilizou o livro, transcrevo um texto onde o autor recorda o Padre Renato, professor da nossa Escola.
…Mas estava eu a falar do meu padre Renato.
Ele tinha medo de tudo o fizesse barulho. Uma tarde, em plena festa de Agosto, hora da procissão, hora solene, o padre Renato dera o fora e ninguém sabia para onde. Os foguetes rebentavam no ar, as crianças sujavam as fatiotas novas, os festeiros suavam encasacados, os anjinhos mijavam no cetim barato das suas vestes celestes (não, não vou fazer literatura regional), só faltava o padre.
Fui eu e o meu pai, com a denúncia privada da Carlota, quem soube onde ele se escondia, enrolado no medo da tonitruante algazarra a vibrar num céu de pouca fé. Conseguimos trazê-lo, muito a custo. Suado, calado e quase a desmaiar, o homem percorreu, protegido sob o tecto do pálio, as três ou quatro ruas principais da povoação, com a cruz fantasiosa nas mãos trémulas e mais dois padres acólitos a agarrar-lhe os paramentos de luxo.
Mas sou eu que me lembro, porque fui só eu quem o viu transfigurado, tirando das teclas do piano, que não queria colaborar, os sons, numa explosão de amor sem freio, sabedor da sua natureza única, vibrante de vida cósmica, num orgasmo em delírio, para além do tempo.
Durante a semana, o padre não largava a batina e poupava nas vestes. Nenhum colega seu andava, como andam agora, de gravata, blusão ou traje de desporto. Deslocava-se numa velha moto que só lhe dava desgostos e custava a pegar nas manhãs frias…
….O padre Renato, que Deus tem certamente encostado à porta das oratórias mais arrebatadas, ensinava-me solfejo, pintura a óleo em tela natural e alguns conselhos práticos para evitar o pecado.
Dou-lhe hoje a grandeza que eu não sabia dar-lhe quando tinha só sete anos….
Comentário:
Se eu tivesse de falar do «meu padre Renato», seria obrigado a regressar à escola velha, ao ciclo preparatório e às aulas de canto coral. A viagem levar-me-ia até 63 ou 64 e quedar-se-ia por aí. Mais do que o solfejo que nos terá tentado ensinar, ou das cantigas que nos terá posto a cantar, recordo-o de apito na boca à procura do tom adequado à execução da partitura. É que, como nos dizia, não tinha ouvido e só conseguia trautear uma melodia com a presença de uma pauta. Os risos eram constantes. As reprimendas de nulo efeito. Depois de falhadas as tentativas de nos pôr a cantar, ou nos intervalos, deliciava-nos com histórias incríveis da sua própria lavra ou obtidas em fontes singulares que a memória não registou. O sucesso estava sempre garantido. Não se ouvia uma mosca durante a função. Os pedidos de novos relatos eram constantes. A anuência era imediata, com a condição de se cantar mais uma cantiguinha. «Minhas botas velhas, cardadas, / palmilhando léguas sem fim, / quanto mais velhinhas e estragadas, / quanto mais vigor sinto eu em mim!...» (de repente, veio-me esta à memória). «As aventuras do Tonecas» (parece-me ser este o nome do herói) tinham sempre mais sucesso. Recordo a batina e a motoreta do padre Renato. Descobri neste espaço os quadros e o livro que nos deixou. Desconhecia a faceta revelada pelo Armando Silva Carvalho n’ «O Livro do Meio». Fiquei com curiosidade de ler essa correspondência. Sobretudo por contar com a participação da Maria Velho da Costa, uma escritora que há muitos anos leio e releio com muito proveito e prazer.
Artur R.Gonçalves............22-07-2009
domingo, 19 de Julho de 2009
Um aluno de 1940

Este cartão escolar é do Eduardo Alves de Carvalho que conforme se pode constatar no verso, foi aluno da Escola do Curso Comercial, nos anos de 1937 a 1940.
Este documento com cerca de 70 anos, tem a particularidade de estar assinado pelo director de então, Alberto Morais do Vale. 
Comentário:
É o meu Pai!!!!!!!!
Nucha........27-07-2009
Quando passou por este blogue o meu cartão escolar datado de 1952, fiquei convencido ser o campeão da antiguidade.Felizmente que não, e aqui está o nosso Colega e Amigo Sr. Eduardo Alves de Carvalho com o seu cartão de 1937. Parabéns por nos apresentar esta preciosidade, que talvez seja o despertar de antigos alunos "adormecidos", e que certamente poderão divulgar muitas curiosidades. Despertem Colegas, e que o Amigo Eduardo Alves de Carvalho nos sirva de exemplo.
Mário Reis Capinha..........28-07-2009
quinta-feira, 16 de Julho de 2009
Finalistas de 71
Depois de muito rebuscar consegui encontrar estas fotos que se referem à Excursão de Finalistas
de 1971 ao Porto e à Serra da Estrela realizada nos dias 26,27 e 28 de Março de 1971.Na fotografia de cima, que foi tirada na escadaria da Universidade de Coimbra, reconheço alguns colegas;
Da esquerda para a direita e de baixo para cima, a Maria dos Anjos, a esposa do Ramalho (Perpétua ?), a Dília, a Filomena, o Mateus, a Isabel, ??? do Bombarral, ??? das Caldas, eu, ??? das Caldas, a Dália, a Isabel, ???, a Marília, a irmã da Olga e a Ana Maria.
Na foto do lado, também na escadaria, a esposa do Ramalho, eu e a Marília.
Que bom é recordar velhos bons tempos que nunca mais voltam.
Carlos Gaspar
terça-feira, 14 de Julho de 2009
O Professor, os alunos e o “Palhinhas”
Esta fotografia do Carlos Filipe (Carlos da Proelcor), traz para o Blog a recordação de uma festa, que a julgar pela boa disposição expressa, foi de arromba.
Os Electricistas finalistas de 1971 estão muito bem acompanhados pelo Professor Berjano que como bem se lembram foi durante vários anos Professor de Ginástica.
Ficamos à espera que algum dos intervenientes acrescente alguns pormenores à legenda.
José Ventura
domingo, 12 de Julho de 2009
Os 15 anos da Fátima
A Escola não era só a casa onde se transmitia o conhecimento mas também o local onde a amizade se enraizava, em alguns casos, para o resto da vida.
Este pensamento “filosófico” vem a propósito deste pedaço de papel que a Fátima Valente nos fez chegar.
No dia em que completava os seus quinze anos, as colegas de turma ofereceram-lhe esta preciosidade devidamente ilustrada pelas mãos habilidosas da Teresa Santos e assinada por todas.
Este “papelinho” foi elaborado na aula de Francês, como se pode verificar pelo texto introdutório, e também está assinado pela professora da disciplina Maria Xavier.
Os anos vão passando mas ficam estas recordações dos amigos. A Fátima Valente já não é uma menina, mas continua como sempre a conhecemos.
José Ventura
Comentário:
Vê bem quem fez o desenhinho e escreveu a frase. Foram outras maos.
Anónimo.........22-07-2009
Fiquei verdadeiramente surpreendida com o comentário de um anónimo (ou anónima) sobre a autoria do desenho feito no cartão de parabéns, oferecido pelas minhas colegas por ocasião do meu 15º aniversário. Peço desculpa pelo erro cometido, pois estava convicta que o mesmo pertencia à Teresa Santos, pessoa com grandes capacidades para tal, contrastando comigo, que não nasci com grandes predicados para as artes!E, já agora, gostaria que se identificasse para, de novo, lhe apresentar as minhas desculpas.
A memória atraiçoou-me, já lá vão tantos anos, mas, como diz o povo, o seu a seu dono... Faça-se justiça!
Fátima Valente........24-07-2009
Nao descobris-te? Era quem te fazia os desenhos dos bordados. Até no exame de aptidão te ajudei, mas depois pouco tempo tive para mim. Tu tiras-te 14 e eu 12.Foi a Ermelinda que te fez este desenhinho, e quem primeiro assinou.Vê lá se a letra não é a mesma?
Ermelinda Lopes........10-08-2009
quinta-feira, 9 de Julho de 2009
1º Ano Electricistas de 1966
Esta fotografia foi tirada numa ida ao “Santo Chouriço” e como se pode ver a rapaziada em coisas sérias era muito unida, não ficava ninguém nas Caldas para ir às aulas. Como era habitual a ida para Óbidos fazia-se de comboio, o regresso a pé que era uma maneira de arejar as ideias que o “tintol das Gaeiras” tinha turvado.
Os “meninos” retratados eram de uma “brilhante” turma de Electricistas, que tinha uma apetência para se meter em encrencas que só visto.
Na fila de cima; O saudoso Carreira Ângelo, o João Silva que este ano veio de Lamego até ao nosso encontro, o Cabé, o António Calisto, o Amilcar Prata, o Carlos Dias que nos facultou esta foto e o Francisco Coutinho.
Na fila de baixo; o Orlando Silva, Ventura, Cardeal Martins, Carlos Lourenço, Purificação Pereira e o Rosa Gil.
José Ventura
terça-feira, 7 de Julho de 2009
No banco do jardim
Esta fotografia que estava no álbum da Fernanda Campoto, reporta a 1968 quando os finalistas efectuavam a sua viagem pelo norte do País.
As meninas sentadas no banco são a Fernanda Campoto e a Anabela Nobre. Em pé a Dulce.
A propósito da Dulce, que vive em Barcelona, aproveito para transcrever extractos do mail que nos enviou por altura do Encontro dos Antigos Alunos.
Caros Amigos
Ainda não é este ano que vou ao Encontro dos Antigos Alunos
Desde que há anos tive conhecimento da vossa iniciativa, sempre pensei que algum dia nos iríamos encontrar.
… o encontro anual da escola, passou a pertencer àquele grupo de coisas que quero fazer e quero tê-las em consideração, quando for possível.
…Gostei imenso da vossa frase " Estamos apostados em aproximar todos os que tiveram o privilégio de pertencer à Escola ..."
…Obrigada a todos, os que durante este tempo têm mantido acesa a iniciativa e em especial à comissão, que trabalha para que o encontro seja um êxito.
No dia 9, vou-me lembrar do almoço e de todos os que conheço e que recordo; assim indirectamente também estarei presente.
Um abraço e até à próxima,
Dulce Felícia
Comentário:
Este banco de jardim é, porventura, o mais fotografado dessa viagem de finalistas em que participei. Alguns encantos teria…Aproveito para enviar «saludos cordiales» à Dulce e à «ciudad condal». As fotografias têm desempenhado a faculdade de reavivar memórias um pouco esbatidas pelo tempo.
Artur R.Gonçalves.........09-07-2009
domingo, 5 de Julho de 2009
Visita a Óbidos
Quem vai pela primeira vez ao Encontro dos Antigos Alunos, vive emoções inesquecíveis que nos leva a acreditar que vale a pena continuar com esta “teimosia” de aproximar todos os que tiveram o privilégio de pertencer à Escola Industrial e Comercial de Caldas da Rainha.
Esta semana a Fátima Valente procurou-me para me entregar algumas fotos, que hoje se começa a publicar, e o tema de conversa foi obviamente a Escola e a alegria do encontro.
Dizia ela, com alguma graça, “que nunca tinha sido tão mimada”. No próximo ano lá estamos de novo para mais “mimos”.
Sobre a foto, datada de 29 de Março de 1966, o verso dá-nos a indicação das retratadas.
José Ventura
Nos idos de 66, as visitas de estudo ainda se faziam com todo o rigor que os tempos exigiam. Mesmo em Óbidos, mesmo no meio dos arbustos, as batas brancas davam o tom adequado à paisagem. Pelo ar descontraído do grupo, dá para perceber que a viagem terá sido proveitosa.
Artur R. Gonçalves.......06-07-2009
Olhem desculpem lá...Hoje o meu comentário...sai do ambito dos alunos, para cair no carimbo que está no verso da foto...
Vocês já repararam que como as pessoas...tantas casas comerciais do nosso tempo, também desapareceram...?
Algums delas...bem ligadas à nossa vida de estudantes...!!!
Um abraço para todos/as...
Maximino........07-07-2009
Há muito tempo que sigo o blog de perto e confesso tenho tido algumas surpresas agradáveis no que vejo e no que leio por aqui. Hoje aconteceu novamente, que saudades da escola, das minhas amigas e daquele dia que por acaso ainda me lembro.
Daquele grupo só não mantenho o contacto com a Elisabete Horta de quem não sei nada há alguns anos.
Beijinhos para todas.
Graciela ...........08-07-2009
Amigo MAXIMINO
Desculpe a intimidade , embora não o conheça (julgo eu) mas despertou -me a sua atenção para o carimbo (TURITA) inscrito naquela foto de Óbidos. Serei certamenta mais "velho", mas lembro que o "TURITA", de seu nome Boaventura Nogueira, esteve muitos anos a trabalhar na TÁLIA com o seu irmão Américo Nogueira, na rua das montras, e mais tarde, na mesma rua, abriu um estabelecimento com o mesmo ramo, denominado "TURITA".
Actualmente, um bocado mais "velhote" o Turita reside na cidade de Torres Vedras.
A vida é assim. Tudo muda, até nós.
Cumprimentos
Mário Reis Capinha........15-07-2009
Amigo Mário Capinha...pois claro que me pode tratar por amigo...
Eu conheci a Tália e o seu dono...e lembro-me de o irmão lá trabalhar e também da abertura do Turita...
Afinal...os meus 66 anos, já me permitem ter um longínquo conhecimento das coisas não é...?
Não sei se nos conhecemos, mas acredito que já nos tenhamos cruzado algures...
Um abraço
Maximino......16-07-2009
quinta-feira, 2 de Julho de 2009
Oficinas de Serralharia
O Beja traz para o Blog uma fotografia da sua turma de Electricistas de 1965.
De volta da Bancada lá estão o Germano, o Beja, o Alcino, o Cunha Leal, o Vitor Santos, o Gandaio, o Zé Manuel, o Ramalho e o Pereira Alberto. Falta identificar alguns colegas, cujos nomes os anos fizeram esquecer.
As bancadas não foram muito mal tratadas pois quarenta anos depois continuam com bom aspecto.
José Ventura
terça-feira, 30 de Junho de 2009
“Na vás ó mar Toino…”
Esta preciosidade que saltou do álbum da Ausenda para o Blog, recorda a récita de Natal de 1952,onde o grupo de dança, no melhor estilo Nazareno, posou para a posteridade.
A legenda que acompanhava a fotografia, dá-nos conta do nome de alguns participantes.
Na fila de cima; Natália Barreto, Dário, Ausenda e Helena Raimundo.
Em baixo; Batalha, Manuel Zarro e Marinho.
Como teria sido esta festa? Estou certo que haverá gente da época que se recordará bem.
José Ventura
Comentário:
Ao ver melhor esta foto reconheci a primeira em pé do lado esquerdo como sendo a LENIA. Aqui deixo esta informação adicional assim como a todos que constam desta fotografia as minhas melhores recordações daquela época já um pouco distante.
Ausenda............29-08-2009
domingo, 28 de Junho de 2009
Quinta feira de Ascensão de 1963
A julgar pela quantidade de fotografias que temos sobre o dia da espiga, era um acontecimento que se traduzia numa grande oportunidade de negócio para os fotógrafos da época.
Estas fotos da Aurora levam-nos até ao Ameal onde aconteceram durante muitos anos as comemorações da quinta feira de ascensão.
Das meninas devidamente perfiladas reconheço; a Teresa Santos, São Lopes, A Dolores (?), a Mila, ?, A Isaura, ?, Fátima Valente, ? e a Aurora.
Na foto de baixo, as três meninas são a Eleonora, a Aurora e a Adelaide.
Os outros …não vou lá.
Comentários:
Cá vai uma ajuda, pese embora a quantidade de anos passados: Em cima o Tó Zé Bernardo(Tenente),Joaquim da Pederneira, eu(F.Xavier), José Luis Nobre, ?, e o Barreto.
Em baixo a primeira da esquerda é a Margarida do Casal Sentieiro (onde andará?),?,?,?, o Eduardo Francisco e o Queiroz.
Um abraço
Fernando Xavier........29-06-2009
Entre o Nobre e o Barreto, eu penso ser o Jorge da Foz que tinha ou tem o Solar.
Chaves..........30-06-2009
Na foto de cima entre a Mila e Isaura é a Maria dos Anjos (Janja) da Sapataria Salvador.
Ermelinda..........02-07-2009
A idade também afecta a memória e, no meu caso que nunca foi muito famosa, não deixo, todavia, de mandar também um palpite.
Ora lá vai.
Ao lado da Aurora (?) não está a (?) filha do Sr. Luís do Caldas que à época morava na avenida? E ao lado desta não será por acaso o José Carlos Barros,ceramista, que fugiu para a França e mais tarde foi recebido na escola como herói?
O que me parece de destacar nesta foto é a grande presença da equipa "Tótó Campista". Faltam o cão e o Sérgio.
Um abraço para a rapaziada.
Marques
624 anos depois da batalha de Aljubarrota.
O Queiroz era aquele que na praça da fruta, perguntava às vendedoras o preço da ameixa, que naquela altura seria 2 tostões o quarteirão. Ele normalmente pedia meia duzia... calculam qual era a resposta da vendedora?
Xiveve.........18-09-2009
Sim, Marques, na fila onde está a Aurora, do lado direito, é o José Carlos Barros, atrás dele e com o braço por cima do ombro, estou eu a olhar para a menina de tranças (que hoje não me recordo do seu nome).
Porfirio........23-09-2009
Por acaso alguem se lembra, numa aula de francês quem era o George Poirrot?. A prof. tinha a mania de dar nomes franceses aos alunos , não me lembro do nome dela, mas lembro-me do George Poirrot,que por sinal não o vejo ha cinquenta anos.
O George Poirrot está nesta foto, de seu nome oficial, Jorge Maria Barreto Rosado Pereira
Xiveve............24-09-2009
quinta-feira, 25 de Junho de 2009
Os dançarinos
Não sei se os dançarinos evoluíam ao som do Roberto Carlos ou de outro qualquer cantor da época, mas que estavam muito compenetrados da sua dança é um facto indiscutível.
Esta foto, obtida no exterior do ginásio da “Escola Nova”, será provavelmente datada de 1965 e vem do álbum do Artur Filipe da Foz do Arelho, que aparece no retrato no lado direito.
O par do Artur apresenta um pormenor revelador da moda dos anos sessenta; as rendinhas da combinação que davam um ar sexy irresistível.
José Ventura
terça-feira, 23 de Junho de 2009
Serralheiros de 1954
Estas fotografias fazem parte das recordações do António David Domingos, que nunca foi aos encontros dos antigos alunos, mas no próximo ano vai fazer questão de participar, e levam-nos até aos anos cinquenta.
Nesta altura o Curso de Serralheiros dava os primeiros passos, mas os alunos, António David Domingos e José Santana Marques, estavam “equipados” à maneira.
Como curiosidade a foto de cima foi tirada junto ao portão que dava acesso à Mata, e a de baixo à porta da mercearia que ficava em frente à Escola.
José Ventura
Comentários:
Duas fotografias que não conhecia,que fazem recordar a grande amizade que havia entre mim e o David. Estranho estar com cigarro na boca, eu que nunca fumei.
A mercearia em frente ao portão da escola tinha ao fundo um "BAR" que a "malta" gostava de visitar.
Santana Marques.......24-06-2009
Eu estava à espera, que alguém do tempo,dissesse algo,mas como ainda não aconteceu,lá vou tentar esclarecer uma dúvida, pois até posso estar errado. O portão de acesso à mata era um portão, de ferro fundido e um pouco trabalhado. Eu penso, mas aceito estar enganado, que o portão na foto era um pouco mais acima e era quando acabavam os arbustos "diosporos" que tinham umas bolinhas roxas e que até se comiam e que tinham um sabor enjoativo.
Ao fundo, quando se virava à direita tinha acesso a mata, esse portão, estava no lado à esquerda e que dava acesso a uma quintinha com muitas flores e árvores de fruto e que ia até ás traseiras do chafariz da 5 bicas. Falando nos dois personagens da foto: O Santana, sempre que vou a Portugal encontro-me com ele no Central,o David quando ainda jovens tivemos umas arrelias e ficamos zangados,mas quando um dia nos cruzarmos vamos rir desses tempos. Em 2008 estive na festa da escola e estive com o Armindo " corta pescoços" e falámos do David e dos belos tempos.
Chaves........24-06-2009
Embora um pouco mais novo que estes dois distintos Serralheiros, lembro-me perfeitamente deles. Assim como me recordo da loja em frente do portão. Essa era a mercearia do Sr. Augusto, conhecido por Augusto do João Vintém, que, ao lado, tinha uma cocheira (havia, aliás, várias cocheiras na Rua Diário de Notícias - o Zé Albino, O João Cristo, O António Alves).
Ao lado do portão de entrada para o pátio da Escola ficava a taberna da viúva do Baltazar (hoje em ruinas...)
E aí, estou a ver o velho Pacheco dos gelados, com o seu carrinho...
Concordo com a leitura do Chaves quanto ao outro portão - aquele que aparece na fotografia - que protegia uma horta e roseiral muito bem cuidados que havia nas traseiras do Chafariz das Cinco Bicas.
E lembro ainda a casinhota que ficava ao fim do muro que aparece na foto. Essa casinhota era o poiso habitual do guarda da Mata a quem fazíamos a vida negra e a quem chamávamos "o Sapo". Lembram-se, rapazes ?
Um abraço
Noronha......24-06-2009
Amigo Noronha Leal, tens esses nomes todos em mente, mas será como eu, que me lembro de pequenos pormenores do passado e os que se passaram à dias perdem-se na memoria tão facilmente?
Falas do guarda da mata "O Peixe Sapo", eu penso que todos os antigos alunos da velha escola se lembram dele e da casota, onde ele descansava e que tinha dezenas de nomes e corações com uma seta, inscrito nas suas paredes O seu verdadeiro nome era Sr. Longo e seu grande problema era ser muito zeloso por tudo que se passava na Mata e que eu agora vejo ter sido uma grande qualidade, mas na altura nos jovens queríamos era paródia e jogar a bola e ele por vezes não deixava.
Falas dos antigos donos desses estabelecimentos que existiam na Rua Diário de Noticias que tinha mais dois nomes, Chafariz das 5 bicas e para alguns Rua do Pr Barreto. Com a tua boa memoria, talvez te lembres que nessa mesma rua viviam os Nobres e julgo eu que o pai vendia no seu estabelecimento carboneto que provocava uma reacção química como que a água estivesse a ferver e então lá havia um grupo de malandrecos que punham isso no tanque do chafariz para assustar os animais quando eles estavam a beber.
Brincadeiras do passado que agora não tem graça nenhuma. Cumprimentos
Chaves.......25-06-2009
Mas que memórias tão fresquinhas a destes condiscipulos.
E lembram-se que havia também na Mata uns parques de merendas sempre muito limpos?
O nosso amigo "sapo" usava um boné cinzento com umas iniciais HRDL...
Bolas...agora "olhando para trás", tudo isto já foi há tanto tempo...!!
Um abraço para a rapaziada...
Maximino.......25-06-2009
Caro Maximino já agora posso dizer que havia mais que uma indicacão de Parque de Merendas e os brincalhões do teu tempo, deves saber quem são, por vezes andavam muito ocupados a tapar as duas letras do meio das MERENDAS, para depois ser a gargalhada.
Coisas do passado e que nos traz agora boas memorias.
Chaves.............26-06-2009
Sim, sim...
E também havia dessas coisas que as letras destapadas anunciavam...
Mas garanto...que nunca tapei nenhuma placa...
Mas algumas vezes recordo e não por saudosismo, esses tempos já passados há muito...!!!
Não vou dizer que eramos melhores do que os jovens de agora...
Mas eramos seguramente muito diferentes...!!!
Mas no fundo...eramos jovens também...!!!
Maximino........27-06-2009
domingo, 21 de Junho de 2009
Professores dos anos cinquenta
Esta fotografia do arquivo do Joaquim Baptista (ou do António Carvalho ? ) retrata um grupo de Professores dos anos cinquenta.
Na 1ª fila de baixo, e da esquerda para a direita; Dr. Calheiros Viegas, Padre José Teodoro e os Escultores Rebelo e Alexandre Angélico.
Na 2ª fila; Prof. (Magriço), Prof. Rainho, Cap. Dário, Dr. Leonel Sotto Mayor, Prof. Manuel José António e D. Lavinia Barreto.
3ª fila; ?, D.Maria Alice, D. Maria Carmen Sotto Mayor, D. Cecília Cavaco e Prof. Abilio Moniz Barreto (encostado à coluna).
Na fila de cima; D. Maria Amélia, D. Vtúria do Couto, D. Maria Emilia Mourão, esposa do Dr. Calheiros Viegas, que tal como A Maria Carmen não eram professoras.
José Ventura
quinta-feira, 18 de Junho de 2009
No Portugal dos pequeninos
Esta reportagem fotográfica vem do álbum do António Marcos, e recorda uma visita dos alunos ao Portugal dos Pequeninos em Coimbra.
Os “meninos” já eram um bocado crescidos para se enquadrarem no cenário, mas lá que estavam divertidos, estavam.
O passeio teve lugar no dia 10 de Abril de 1954, e a revelação das fotografias foi feita a 13 do mesmo mês na Papelaria Tália, conforme se pode constatar.
José Ventura
Esta reportagem fotográfica vem do álbum do António Marcos, e recorda uma visita dos alunos ao Portugal dos Pequeninos em Coimbra.Os “meninos” já eram um bocado crescidos para se enquadrarem no cenário, mas lá que estavam divertidos, estavam.
O passeio teve lugar no dia 10 de Abril de 1954, e a revelação das fotografias foi feita a 13 do mesmo mês na Papelaria Tália, conforme se pode constatar.
José Ventura
Comentários:
Olá Zé Ventura!
Esta reportagem fotográfica é de 1954, e certamente que alguns dos fotografados foram meus conhecidos. Por isso teria grande prazer em saber quem são. Estive há dias nas Caldas e alguém me disse que o Manuel Mogo me viu aqui em Olhão, mas por qualquer razão que desconheço não lhe foi possível aproximar-se de mim. Embora mais novo que eu, convivíamos com certa frequência, talvez devido à profissão do pai (Acordeonista) que me procurava afim de reparar os seus equipamentos sonoros.Caso o Mogo queira contactar-me, tenho muito gosto nisso.Parabéns Zé Ventura ! O Blog está a melhorar mas os comentaristas continuam a ter medo de escrever, como é o caso do Mogo que na lista dos antigos alunos nem consta o seu email.
Um abraço.
Fernando Santos.......19-06-2009
Meu caro Fernando Santos
Nao tenho o prazer de o conhecer pessoalmente- sou de uma geração anterior á sua-
Contudo se o seu problema é encontrar o Manuel Mgo, fa-lo-á sem quaiquer problemas, desde que numa manhá proxima se desloque ao Café Central situado junto á Praça da Fruta nas Caldas. O Mogo, o Marques, O Siopa e outros são "habitués" daquele Café
Cumprimentos
Antonio Nobre......19-06-2009
Fernando Santos, apesar de não estar a ver quem és, vou-te tratar por tu, pois eu era um dos colegas mais próximo ao Mogo e sei que ele continua meio envergonhado, eu até tenho o email dele e se quiseres eu dou. Ora na 1ª foto o segundo da direita em pé e o Raul que nessa altura estaria na cerâmica antes de ter ido para os serralheiros, os outros lembro-me mas faltam-me os nomes pois quando entrei na escola eles já andariam no 3ªano. Na 2ªfoto o Subtil encostado ao poste e em frente de oculos e a Branca de Salir agora nos E.U. 3ª foto vestida de branco e a Alice Reis e a quarta e outra vez a Branca e ao lado a Gracinda Nazare. Na 4ª foto, o Luis Filipe, lado direito agarrado ao poste. Em baixo o Salvador " o Pilas", mas nessa altura era mais conhecido " por Pescadinha marmota". Na 5ª foto na frente,no meio, outra vez o Salvador, Eu penso que nas fotos estara tambem a Maria Emilia da Foz e o Gaspar. Talvez apareça alguem da época que possa dizer algo e que nao tenha receio do computador.
Chaves.............20~06-2009
Olá Chaves
És uma autêntica enciclopedia. Um abraço. Cumprimentos á tua mulher
Antonio Nobre.........20-06-2009
Olá Chaves!
O melhor mesmo é o tratamento por "tu".
O Mogo já era um rapaz envergonhado no meu tempo, agora não sei como é...
Agradeço então que me envies o endereço dele, e obrigado pela identificação dos fotografados. Lembro-me de alguns nomes, mas nas fotos não os consigo identificar.
A Maria Emília da Foz que referes seria aquela moça alta que vinha todos os dias de bicicleta e morava numa casa perto do Patrício quase em frente à estrada que vai para o Penedo Furado? Que será feito dela?
Vou estar uns dias ausente, e só quando voltar verei a tua resposta.
Obrigado por tudo.
Um abraço.
Fernando Santos........22-06-2009
Para que a reportagem ganhe ainda mais qualidade, teremos de restituir o nome de Portugal dos Pequenitos ao parque temático de Coimbra. O «Portugal dos Pequeninos» corresponde a uma outra realidade bem diferente da representada nas fotografias...
Artur R. Gonçalves..........23-06-2009
Sempre atento o meu amigo Artur. Será defeito profissional ? Não, não és obrigado a responder. A cultura no seu todo, também passa por aí. E no meio dos pontos (como se dizia dantes)a corrigir «de ses élèves» -sei que aprecia a lingua de Molière- ainda vem aqui mudar os títulos do ZV.Abraço cá de longe, também muito ocupado, mas roubando sempre um quinhão (há muitas luas que não usava tal palavrão)do tempo, para aparecer por aqui.
J.L.Reboleira Alexandre......24-06-2009
segunda-feira, 15 de Junho de 2009
Remendos e Cerzidos
A Lúcia Vital andou numa de arrumações no sótão e vejam lá o que descobriu; um autêntico tratado na arte de bem remendar e cerzir.
Dos seus tempos de escola, Comércio de 1970, guardou estes livrinhos onde as respectivas artes da costura estavam devidamente documentadas com exemplos.
Tudo isto acontecia na aula de Economia Doméstica.




Comentário:
Parabens á amiga Lucia por ter guardado estes trabalhos.Era disto que a juventude feminina actual tanto precisava.Mas é mais facil " um copo " e um " cigarro".
Anónimo........16-06-2009
Pois é! E a juventude dos anos 60 não bebia uns copos e não fumava muitos cigarros ?
Não duvido da utilidade «dos lavores» das nossas ex-colegas mas hoje há coisas muito mais interessantes a aprender nas escolas, apesar da Lucia (será que o marido, que nunca aparece por aqui...beneficia imenso destes conhecimentos ?) Tenho a certeza que ele vai responder, senão lá terá que pagar uma mini (como se diz aí) da próxima vez que nos encontrar-nos.
J.L.Reboleira Alexandre.......16-06-2009
Porque será que todos estes quadrados de tecido me lembram cadeias? Que horror, eram aquelas aulas! Felizmente havia sempre um grupo de teatro que precisava de ensaios, o que permitia umas escapadelas. E as "aulas de apontamentos"? Que horror! Que inutilidade! Que crueldade, destruir assim cérebros frescos e tão facilmente moldáveis. Era uma das armas de contenção social, claramente.Deve haver uma forma mais interessante de aprender aquelas coisas.
Laurinda........11-08-09
sexta-feira, 12 de Junho de 2009
O exame da bicicleta
Ao dar mais uma limpeza á minha papelada antiga olhem só o que encontrei?
O tão comentado “exame da bicicleta”, ponto de exame creio que do meu 5º ano do Curso Comercial, 1969.
Como já vai sendo tempo de dar o meu contributo para o blogue aqui estão as imagens que digitalizei e que incluem a correcção, para assim reavivar a cultura geral da rapaziada da época.
Cultura geral que alguém definiu como sendo “o que nos resta depois de termos esquecido tudo aquilo que aprendemos”.
Nessa época, a nossa, não se formavam Engenheiros ao domingo… nem haviam as “novas oportunidades”… da autoria desses mesmos engenheiros, que não servem para mais do que melhorar as estatísticas
Será que esses engenheiros conseguem resolver algum dos problemas ali colocados?
Creio que a malta daquele tempo vai achar piada e mais uma vez reviver o passado.
Humberto Fidalgo.jpg)
Comentários:
O mês dos santos populares é também o mês dos santos exames. A quadra é assim propícia ao confronto de provas dos tempos da outra senhora e das provas da senhora dos tempos actuais. Em 1969 já me tinha libertado das Ciências Físico-Naturais. Escapei então ao tal «exame da bicicleta» e escapo agora. Não terei, com certeza, nenhuma «bicicleta» a manchar-me a reputação. Sou incapaz de ler seja o que for no enunciado tão providencialmente preservado para a posteridade. Nem as lentes progressivas nem zoom activado ao máximo me livra do nevoeiro que teima em toldar todo o enunciado escrito...
Artur R.Gonçalves.........15-06-2009
Caro Humberto Fidalgo, nos anos 50's, não se faziam exames aos Domingos, mas... lá se conseguia apanhar o teste do mesmo exame o que iria dar no mesmo. Eu tive um professor de Português "Matos" que nos permitia copiar e até levar o dicionário ou algo mais, pois segundo o seu critério quem fosse "burro" nem sequer sabia copiar. Já agora,os bancos também estão fechados aos domingos e aplicando a canção antiga do marinheiro, loiro estrangeiro que levou todo o dinheiro, para a outra costa do mar.Eu sei fazer o problema da bicicleta, mas como só ando de carro não digo.
Chaves............20-06-2009
quarta-feira, 10 de Junho de 2009
Estórias dos anos cinquenta
Quando eu entrei para o ciclo preparatório"nome dado aos dois primeiros anos" de escola, isto nos anos 50's, convivi e joguei á bola com outros colegas mais velhos e com a continuação dos anos também com outros colegas mais novos e tudo dentro de uma grande camaradagem. Depois do ciclo, vieram as opções; Comércio ou Industria. Na altura tinha sido criado o curso de Serralheiros mas tinha poucos candidatos.
O nosso director mandou chamar alguns encarregados de educação e lá foi a minha mãe à escola, sendo convencida contra a minha vontade de eu ir para os serralheiros, mas hoje eu julgo que foi uma boa opção. Como as disciplinas de Física/Química e Matemática eram dadas pelo Professor Sarmento Rodrigues, logo fomos baptizados"OS BRUTOS" E por vezes os "OS BRUTAMONTES". Pensava-se que os serralheiros seriam alguém com um martelo pilão a dar cacetadas num ferro "que não seria desprezo algum", mas sim um curso que abriu as portas a um emprego na área industrial, o que na altura tinha muita saída. Ora comigo ainda na escola lá apareceu a geração dos “Gozões” com as suas brincadeiras e até uma linguagem muito própria " Sabolotacho" you parlar francisco"e uma outra em que as vogais tinham um valor que se juntava as consoantes; por exemplo o A=aix,o E=ender, o I=inix,o O=? o U=? e uma palavra que se usava muito era Mender R Daix, juntava-se as primeiras letras de cada palavra e lá estava a verdadeira: coisas da malta. Essa era a geração do nosso Zé Maria, Xavier, Corado, Galrão, Lobato, Monteiro e outros.
Joaquim Chaves
Para ilustrar esta pequena história que o Chaves nos enviou do Canadá junto uma fotografia do Monteiro que é referenciado neste pequeno texto.
Esta foto de 1962 retrata a turma dos Serralheiros, e são eles; em cima, Lobato, Machado, Fernando, e Mogo.
Em baixo; Leonel, Rainho, Abílio, Monteiro e Bulhões
José Ventura
Comentários:
Ate parecem mecânicos da aviação e não têm muito aspecto de "Ferrugentos". Eu posso dizer isso ,não tivesse sido um deles.Parabéns a todos, sejam Comércio ou Industria, pois a única rivalidade era só no banho de bola que noa davam os opositores.
Chaves.......11-06-2009
Em meados dos anos sessenta, a frequência dos cursos afectos ao comércio e à indústria já estariam mais equilibrados. A escolha, por uma ou outra vertente oferecida pela escola, funcionava mais por predestinação social do que por livre arbítrio pessoal. As rivalidades referidas entre umas turmas e as outras não terão mudado muito de uma década para a outra. O mesmo se diga das brincadeiras. Desconhecia a existência do código verbal que permitia disfarçar o som vernáculo de palavras como «Mender R Daix». Só falta esclarecer os mais novos de que modo é que se deveria pronunciar. De qualquer modo, bem diferente da sonoridade típica da «fala em pê» de que guardo algumas luzes. A palavra em causa ler-se-ia, então, «merper-dâpâ». Nesses tempos, como nos actuais, os códigos secretos (ou tidos como tais) eram e são o encanto dos mais jovens. Na altura, aplicavam-se na comunicação oral do quotidiano, agora transmitem-se à velocidade da luz nos SMS(s) dos telemóveis. A diferença, de facto, é a que existe entre o real e o virtual. Depois, é uma questão de ver para que lado é que as moscas voam.
Artur R.Gonçalves...........12-06-2009
Olá Artur Gonçalves, possivelmente até nos conhecemos porque eu acabei o curso em 59/60, mas ainda continuei a ir ao santo sacrifício da saída das aulas nos anos 62, pois grandes amigos e colegas teimaram a ficar mais uns aninhos, assim como o Rabaça Martins ,o Zamor e o Mogo "Manuel Coelho" como e conhecido no mundo artístico e que por acaso e ai do Algarve,até que me despacharam para Angola. Vem isto a propósito da tal linguagem dos brincalhões e que possivelmente não expliquei bem. É que apenas a consoante alinhava com a primeira vogal, mender seria ME, depois o R, logo seguido do daix que seria DA, linguagem difícil em que os meus amigos Marques, Sanches ou o meu cunhado Corado ainda se lembrem,pois eram peritos nisso. Já agora umas outras brincadeiras dos BRINCALHÕES,tinha muito a ver com TI´Pacheco que fazia uns rebuçados "cada cor seu paladar e que com os mesmos ingredientes fazia uns chapéus e umas pistolas para chupar e que apregoava "pis..pist..pis.tolas a 25 tostões, ora os meninos iam para a Praça usar o mesmo pregão do pist..pist e quando as pessoas olhavam para trás então completavam o tal pregão pistolas a 25 tostões. Eu agora conto isso aos meus dois filhos e a resposta que recebo "o que stupid joke"
Chaves........17-06-2009
domingo, 7 de Junho de 2009
Formação Feminina de 1967
As fotografias continuam a chegar até nós para publicação neste nosso cantinho da Net para manter bem vivas as memórias de “ontem”, pena é que nem sempre cheguem acompanhadas de “estórias”, mas a “rapaziada” é muito preguiçosa e tirando duas ou três excepções não tem sido fácil convencer a participar no Blog.
Nesta foto de 1967, que nos chegou de S. Mamede onde vive a Ana Bela, podemos ver além do magnífico exemplar GL-84-83, as meninas da Formação Feminina que são; a Lurdes Santos, a Ana Bela, a Emilia, Conceição Santos, a Alice, a Conceição Moreira e a Regina.
(Não julguem que sou eu que me lembro destes nomes todos, se não fosse a ajuda cá da casa muitas das fotos ficavam sem legendas).
José Ventura
quinta-feira, 4 de Junho de 2009
Dia da Espiga de 1957
Estas fotos da Alda Marques recordam o dia da espiga de 1957.
Segundo as notas tomadas no verso das imagens, estas foram obtidas na Quinta das Janelas, e os participantes, entre outros, são: a Ana, a Luisa, a Melita, a Maria do Rosário, a Alda Marques e Manuela. Os rapazes; o Maia, o Bernardo, o Fernando e o Xico.
José Ventura
Comentário:
Como há pouca clientela eu junto alguns nomes à foto. No chão, em frente o Maia como já foi dito, no meio é o"Lua" logo atrás e o Rabaça Martins e ainda mais atrás o Lino Branco. Do outro lado em pé e o António Barreto"conhecido por Zé dos Calinhos"infelizmente já falecido. O que está a gritar aos lobos,modéstia a parte ,não sei.
Chaves.........09-06-2009
terça-feira, 2 de Junho de 2009
Um passeio a Mafra
Estas fotografias são datadas de 18 de Março de 1961 e trazem para o blog a recordação de uma visita de estudo efectuada pelos alunos do Comércio ao Convento de Mafra.
Muitos são os alunos desta época que estão retratados nestas imagens e pessoalmente reconheço alguns mas certamente outros mais identificados com esta “rapaziada” darão uma ajuda.
Esta foto faz parte do arquivo do José Agostinho. Ele que foi um dos precursores dos Encontros dos Antigos Alunos, ultimamente não tem marcado presença a que não é alheio o facto de estar ainda a recuperar de um problema de saúde.
Esperamos por ele no próximo encontro.
José Ventura
Comentários:
Boas tardes !
Venho ajudar a identificar estas meninas simpáticas de quem fui, há uns (?) anos, colega.
Ora vejamos, da esquerda para a direita: Helena Leal, Ester Saenz, Fernanda Tiago, Alda Ramires, Lucília Franco, Arcelinda, Manuela Rebelo, Helena Capataz, Celeste Cruz.
De acordo, rapaziada (e raparigada !) ?Abraços
Noronha.........09-06-2009
Amigo Noronha, tenho alguma pena que o Gil Siopa, não entre neste blog, pois acho que era o único que poderia competir contigo com os nomes completos de todos que andaram nos 50"s princípios de 60. Eu quando aí vou e não me lembro do nome de alguém dos nossos tempos, vou ao Café Central entre as dez e o meio dia e "bingo" lá estou eu informado. Já agora quando fores ás Caldas passa por lá que sempre se encontra caras familiares.
Joaquim Chaves.........14-06-2009
domingo, 31 de Maio de 2009
Serralheiros de 1970
O luís Inácio com esta fotografia junta-se ao grupo de antigos alunos que, com fotos, “estórias” ou comentários tem dado vida ao nosso Blog.
No caso trata-se da turma Finalista de Serralheiros de 1970.
Na fila de cima; Zé Manel, Lúcio, Ferrando Sousa, Helder, Abilio, Viola e Dário.
Em baixo; Luis Inácio, Ricardo, Zé Luis, Mário, Jacinto, Vital, (este é infiltrado, porque era dos electricistas) e Luis Serrenho.
José Ventura
quinta-feira, 28 de Maio de 2009
Um Fotografia histórica
No Encontro do passado 9 Maio, entre outros amigos tivemos o prazer de confraternizar com um grupo de “jovens” que se juntaram, e diziam com alguma graça que na mesa em questão a soma das idades era de 794 anos.
Neste grupo de Amigos estava o Sr.Joaquim Baptista que tem feito uma pesquisa muito interessante a propósito desta fotografia que se publica.
A foto datada de 28 de Julho de 1923, mostra-nos os finalistas desse ano da Aula Comercial de Caldas da Rainha, só no ano seguinte é que esta com a união da Aula de Desenho daria lugar à Escola Comercial e Industrial Rafael Bordalo Pinheiro.
Neste período a Escola tinha como director o Padre Oliveira Hasse (1919 a 1921) e o Prof. Abilio Moniz Barreto (1921 a 1924), e funcionava na quinta do Lagarto, que segundo nos esclarece o Amigo Joaquim Baptista, “ficava em frente onde hoje é a Escola Secundaria Rafael Bordalo Pinheiro, de que os familiares de Vieira Lino, foram os últimos proprietários até à venda para a urbanização que lá se encontra. Referencio o edifício construído para os "Telefones" e actualmente escritório de advogados de Monterroso e outros, além das ruas, Arminda Alves, Fernando Antão e outras, assim como a agência do Banco Santander. Julgo ser o suficiente para que identifiquem o local.”
Na foto foi possível identificar o Prof. Barreto, terceiro da fila de baixo a contar da esquerda e na fila de cima a contar da esquerda, o terceiro, o Sr. António Alves de Carvalho, pai do António Alves de Carvalho e do Eduardo Alves Carvalho. Ainda na fila de cima o segundo da direita é possível que seja o Sr. Thomaz dos Santos mas não é certo.

Esta fotografia é pertença do Sr. Carvalho que também facultou outro precioso documento; o certificado de habilitações desse mesmo ano, onde se pode constatar que era um aluno aplicado.Em conversa com o Sr. Carvalho fiquei a saber um pouco do percurso do pai, veio para as Caldas da Rainha com 14, 15 anos trabalhou como caixeiro-viajante na Casa Antunes (Rua do Rosário) e posteriormente no José Luis de Campos na Praça 5 de Outubro, o ordenado era uns trocos, cama e mesa. Em 1926 estabeleceu-se por conta própria no largo Dr. José Barbosa com uma mercearia (na esquina).
Frequentou a Aula Comercial em regime pós laboral.
José Ventura
Artur R.Gonçalves.......30-05-2009
O facto de vir referido acima o nome do Sr. Thomaz dos Santos, trouxe-me à memória uma lembrança...:
Já há uns bons anos, participei num almoço de antigos alunos que teve lugar no INATEL na Foz do Arelho...
Às tantas, sou abordado por um senhor já com uma idade um pouco avançada que me perguntou:
- Sabe quem eu sou?
-Peço desculpa, mas não sei...respondi-lhe ...
Sou o Thomaz dos Santos...!
O senhor Thomaz dos Santos, que era um comerciante de referencia das Caldas da Rainha, deve ter ficado mesmo muito admirado...de eu não saber quem ele era...!!!
Eu que sou mesmo muito despistado, nestes "exercícios de reconhecimento"...nem sei se deveria saber quem era o senhor...!!!
Maximino......30-05-2009
Temas: 1923
terça-feira, 26 de Maio de 2009
Uma pose na escadaria
A Fernanda Silva foi este ano pela primeira vez ao Encontro dos antigos alunos, e como estas coisas mexem com as memórias, deu uma volta pelo seu álbum para desencantar esta fotografia que nos leva a 1966.
As meninas, em pose “hollywoodesca”, na escada que dá acesso ao ginásio feminino, são as colegas da turma do Curso Geral do Comércio.
Na frente: a Virginia Freire, depois, a Fernanda Silva, a Matilde, a Eugénia Falua, a Maria Anjos Machado e a Teresa Henriques.
José Ventura
domingo, 24 de Maio de 2009
Pára tudo… As beldades no Estoril
Não, na verdade esta fotografia não foi capa da Revista Plateia nos anos sessenta, mas não ficava nada mal.
Os mais atentos ao Blog já repararam certamente que a Luisa Ramires deu notícias, pois tem comentado algumas fotos. (ver coluna da direita)
O que é surpreendente é que no Almoço de 9 de Maio as colegas da Formação Feminina perguntaram por ela e sem nada fazer esperar cá está ela a “fazer prova de vida”.
A Ana Cândido deu volta ao seu álbum e descobriu esta preciosidade tirada numa praia da linha do Estoril durante um período na Colónia de Férias em 1966.
As “beldades” são: em cima, Ana Cândido e a Luisa Ramires, em baixo: a Lurdes Peça e a Aida Dias.
José Ventura
Comentários:
Que saudades! Éramos umas belezas não é verdade?
Obrigada Ana pela foto e parabéns ao artista com imaginação de nos fazer capa de revista sem
"photoshop"... tudo ao natural!
Este sábado conheci o teu neto Gil na casa da minha sobrinha Ana. É um amor. A quem ele sairá? Tens uma filha e um genro muito simpáticos, parabéns e felicidades.
Tive uma surpresa nesta semana, a Luisa Ramires telefonou-me passados 37 anos!!!
Foi cá uma emoção que nem vos conto.
O resto é só entre nós as duas.
Beijinhos a todos.
Lurdes Peça.......25-05-2009
Tive o prazer de ter partilhado uma tarde de sábado com a Lurdes Peça no passado dia 7 de Março, cumprindo o convite público que me havia feito neste blog de «beber uma bebida quentinha e recordar a nossa escolinha» [Domingo depois da missa]. Estávamos então nas vésperas do Natal. Os caprichos da vida foram adiando o (re)encontro por algum tempo, pelo que os frios rigorosíssimos do inverno foram substituídos pela luminosidade quase primaveril dessa tarde passada na esplanada do Hotel Faro, com vista magnífica para a cidade que há longos anos adoptámos como nossa. Nunca nos tínhamos encontrado antes e não nos voltámos a ver depois. Uma lacuna que, mais tarde ou mais cedo, teremos de colmatar. Até porque, depois de a ver na capa da Revista Plateia, fiquei com vontade de lhe pedir um autógrafo com uma dedicatória especial…
Artur R.Gonçalves.......26-05-2009
Que saudades! Éramos umas belezas não é verdade?
Isto é modéstia a mais. Com que então capa da Plateia. Agora descubro, 40 anos mais tarde, por que motivo a Ana Maria Lucas andava cá com umas «trombas» nessa altura, nem o Tordo nem ninguém a conseguia aturar. A resposta está aqui. Por que carga de água logo na edição em que ela deveria aparecer na capa da famosa revista, decidiu o director substituí-la por quatro beldades oestinas. Se fosse apenas uma, ainda se aceitava mas logo quatro. Francamente não dá para entender senhor director. Afinal não há nada como as miúdas do oeste. Talvez um dia ainda venha também a ter o oportunidade de pedir um autógrafo a uma delas. E garanto que não levo a esposa. Esse pedacinho de papél será só meu !!!
J.L.Reboleira Alexandre.........26-05-2009
quinta-feira, 21 de Maio de 2009
Quem tramou… o Maximino
Vou contar uma história que se passou comigo e com o saudoso Dr. Bento Monteiro...com quem mantive amizade até à sua morte...
Eu tinha sido aluno do Dr. Bento Monteiro e debaixo da sua orientação, participei nalguns teatros e fiz parte de um grupo de jograis...
Mas a determinado momento, passei a ser aluno de história da também saudosa Dra. Deolinda...
Um dia o Dr. Bento Monteiro convidou-me para uma outra peça de teatro e eu disse-lhe que não, eu até gostava, mas o facto de morar em Óbidos era um pequeno obstáculo por causa dos transportes...
Ele não aceitou de boa vontade e disse qualquer coisa como: ainda te vais arrepender...
Eu como já não tinha aulas com ele, respondi que isso não me preocupava...
Chegou a época dos exames e do júri do exame de História fazia parte a Drº Deolinda, uma outra professora e o Dr. Bento Monteiro...
Devido ao meu nome, creio ter sido o ultimo a ser chamado para a prova oral...
Quando é chamado o meu nome, o Dr. Bento Monteiro diz para a presidente do Júri: colega, gostava de interrogar este aluno...
Eu, ao mesmo tempo que me levantava, disse entre dentes: já estou tramado.
Ao que o Dr. Bento Monteiro perguntou: o que estás a dizer?
Nada Sr. Doutor, estou a dizer que já estou preparado...
Pareceu-me que não foi isso o que disseste...e ficou por ali a troca de impressões...
Começou o interrogatória...pela Grécia e eu fui-me espalhando, mas sem me calar...
Passou à história de Roma Antiga e fui-me desenrascando...
O tempo foi passando e ele entrou a perguntar-me coisas da história contemporânea...
O pacto de Varsóvia...a NATO e coisas assim...
E eu que lia os jornais todos os dias...lá fui desfiando o que sabia...
O tempo foi passando e ultrapassado...e às tantas a Dra. Deolinda chamou-lhe a atenção para o facto de já ter acabado o tempo de prova e o Dr Bento Monteiro após mais uma pergunta...terminou por ali o exame...
Cá fora, esperava-se a colocação das pautas com as notas...
Às tantas elas foram afixadas e enquanto eu conferia o meu catorze...o Dr. Bento Monteiro passou por detrás, deu-me uma palmadinha no ombro e disse: afinal...não ficaste tramado...!!!
E eu que estava convencido que ele não tinha percebido bem...o meu desabafo inicial...
Pronto, a história não tem grande interesse, mas a culpa foi do Zé Ventura, que estava para aqui a desafiar-nos...
Um abraço
Maximino
Comentário:
Acabadinho de chegar de mais umas voltas pelas margens orientais do Atlântico Norte, muito mais para Sul do que no nosso habitat diário, impunha-se de imediato uma espreitadela (será mesmo vício?)ao nosso blog. Infelizmente neste momento atravessar o grande lago está para mim fora de questão, pois motivos familiares me impedem de o fazer. Depois os primeiros meses no ano, e este mais ainda, a crise ajudando, são um periodo em que normalmente o tempo é pouco para trabalhar, relegando «as coisas» do espirito para segundo plano.
Foram 6 dias fora do escritório, infelizmente de telemóvel sempre ON, aquilo a que nós por aqui apelidamos de «little brake», mas o suficiente para recarregar baterias.
Voltando ao tema «escola» e á força que o Artur G faz para que todos quantos por aqui aparecem nos contem um episódio qualquer, só posso ser mais uma voz a juntar à dele.
Como trinta e tais anos fora do nosso cantinho são muitos anos e honestamente, a nossa memória já apagou grande parte da vivência daqueles anos. A fluidez da escrita também já não é o que era. Para o Artur, direi que me é bem mais fácil digerir as ideias (e que ideias !!)na lingua de Victor Hugo, daquele fulano libanez (ainda não percebi se Árabe ou Cristão),que vivendo em Paris analisa de forma desassombrada o Mundo tal qual hoje se encontra.
No entanto tudo farei para que o esforço impagável do ZV seja minimamente recompensado. E como ele ainda não nos cobrou $$$ pelas horas que perde por aqui, a nossa forma de lhe agradecer será com a nossa participação no blog. Com histórias, muitas histórias. É que nenhuma delas é insignificante, amigo Maximino, e todas valem a pena serem contadas.
E será que os nossos professores eram todos «bonzinhos» como por vezes parece ou será que havia assim uns menos bons? Eu sei que os havia. Por que não lembrá-los também ? De preferência sem ferir susceptibilidades.
J.L.Reboleira Alexandre.......22-05-2009
O dr. BM continua a ser uma figura incontornável, senhor de um carisma que o tempo não ousa apagar. O episódio trouxe-me à memória todo aquele cerimonial dos exames orais que os actuais alunos do secundário nem sonham ter existido. O interesse do relato reside sobretudo na caracterização dos antagonistas em cena. A referência à super presidente do júri que, noutras ocasiões, costumava ter uma postura menos apaziguadora, permite-nos concluir que todos nós temos uma parte de «bonzinhos» e algumas outras de sinal contrário. Os professores (pobres mortais) não fogem a este desígnio da condição humana. Parabéns ao Maximino (que só conheço deste fórum) pela partilha da historieta. E que venham outras mais…
Artur R. Gonçalves......22-05-2009
terça-feira, 19 de Maio de 2009
Estórias do Santo Antão
Confesso que sinto alguma frustração por não termos conseguido despertar o entusiasmo para que, além das fotografias, aparecessem estórias, em paralelo, a recordar-nos tempos idos.
Estou convicto que há por aí muito "escritor" envergonhado, que poderá enriquecer ainda mais o nosso Blog. Falta, apenas, começar ...
Três anos passados e para manter viva a esperança de não ser só eu a reviver episódios, aqui vai mais uma "historieta" (a que não assisti) e cujo diálogo não deverá corresponder "ipsis verbis", mas andará lá perto:
Dia de Santo Antão (17 de Janeiro, para os mais esquecidos).
A aula de História era a meio da tarde e o Dr. Bento Monteiro, apesar de avisado, por lá apareceu para registar, no livro de ponto, os números dos alunos faltosos, evitando a falta colectiva, que poderia ter conotações perigosas.
Ao contrário do que esperava, apareceu um jovem, compenetradíssimo do seu dever.
Quem foi aluno já está a imaginar o indicador direito do Professor apontado aos olhos e a pergunta:
- O "menino" não foi à festa?
- Não sô'tor, vim à aula.
- Grande novidade, está na sala, mas não há aula ...
- ????
- Desapareça ... vá estudar e volte no próximo dia, com os seus colegas.
Os números dos alunos faltosos não couberam no espaço a esse fim destinado e ocuparam o sítio do sumário da aula que não houve.
Vistas bem as coisas e consultados os registos, não esteve presente nenhum aluno.
Orlando Sousa Santos
Esta foto do Carlos Dias assenta que nem uma luva nesta estória que o Orlando Santos nos conta, respondendo ao apelo de uma maior participação no Blog.
A fotografia de 1967, foi tirada no Santo Antão e os intervenientes são Lourenço, Gil, Calisto, Ventura, Coutinho, Amilcar, Angelo, Orlando Silva e Cardeal.
Em baixo; Cabe, Dias, João e Purificação.
Jose Ventura
Comentário:
Caríssimos Orlando e Zé Ventura,
As imagens às vezes também precisam de algumas palavras para falarem com mais eloquência. Sempre que possível, comento as alheias, já que não mantive qualquer tipo de arquivo dos tempos da escola. Se tivesse um baú de recordações (que não tenho) estaria provavelmente vazio.
As memórias que guardo desses tempos pretéritos também não dão para contar uma história (prefiro a grafia clássica) com a mesma fluência que vocês os dois o têm feito em mais do que uma ocasião. Então fico à espera das vossas produções, para depois as poder explorar.
Que me lembre, só participei uma única vez na peregrinação do Santo Chouriço (O Santo Antão que é santo que me perdoe). Uma das etapas foi feita pela linha de comboio e a outra pela estrada nacional. Quem sabe se não terei sido um dos tais gazetistas que nesse ano não compareci às aula do Dr. BM.
Olhando para a fotografia, até sou capaz de reconhecer as figuras que então subiram ao monte sagrado para orar ao orago e de consumir um enchido de carne de porco assado em sua honra. Só não sei se nos dias de hoje reconheceria algum dos romeiros, caso nos voltássemos a cruzar nos atalhos desta vida.
Já agora, o Carlos Dias que ponha as personagens da foto a falar para instrução de todos nós. A alternativa é a de pôr os fotografados a falarem, mesmo sem o consentimento do fotógrafo-arquivista. De vez em quando lanço estes reptos, mas, devo confessar, sem grande sucesso. Depois disto tudo, talvez o recado atravesse o Atlântico Norte e desperte a atenção do nosso amigo comum ZL e o ponha também para aí a contar histórias (com ou sem agá), coisa que já não faz há muito tempo. É pena…
Artur R.Gonçalves........20-05-2009
domingo, 17 de Maio de 2009
O Blog
Com o 16º Encontro que teve lugar no passado 9 de Maio, O Blog completou 3 anos de vida.
Após o Encontro de 2006, fruto de uma conversa com o amigo Orlando Santos, resolvemos dar vida ao Blog e no primeiro “post” em 7 de Maio de 2006 dizia-se ente outras coisas:
…Este encontro deu o mote para a criação deste Blog, que tem como objectivo ser um ponto de encontro de imagens e histórias, mas que só será possível com a participação de todos.
Como ponto de encontro dos antigos alunos tem cumprido a sua função, pena que não seja tão participado como gostaria, pois toda a gente tem histórias para contar ou vivências para recordar, por isso caros colegas deixem a preguiça de lado e toca a participar, senão corremos o risco de isto se tornar apenas num álbum de fotografias.
Voltando de novo ao Blog vale a pena passar em revista alguns números para aquilatar da sua “importância”.
Dias de vida……1106
“Post” publicados……464
Fotografias publicadas…..560 (de 128 colegas)
Comentários……1024
Média de visitantes (1 por cada 24 horas)….102
Recorde em 11-05-2009…..164 visitantes e 1002 visitas
Médias de visitas diárias………260
Locais acesso (frequente) em Portugal …. Mais de 190 Cidades e Vilas
Locais acesso (frequente) no Estrangeiro …. Mais de 80 cidades diferentes
Com acesso verificados em 41 Países
É com estes dados que se inicia mais um ano até ao
próximo Encontro em 8-05-2010.
O Blog é de todos, participa, envia os teus textos que nós temos muitas imagens para o ilustrar.
José Ventura 
Comentário:
Apesar de não ter sido aluno da Escola, visito-o com assiduidade e comento quando nele encontro factos ou amigos da minha geração. O Vosso Blogue é um elo de ligação à minha juventude e à nossa Cidade. Parabéns pelo aniversário do Blogue e a ti também Zé Ventura, que tanto tens dado de ti para que este testemunho da juventude Caldense seja o que é.
João Ramos Franco.......19-05-2009
Temas: Blog
sexta-feira, 15 de Maio de 2009
Ecos do Encontro –II

Continuando a falar sobre a festa de Sábado passado, e dentro do tal espírito “É pá estás na mesma”, aqui fica duas fotos distanciadas 40 anos ente si mas com os mesmos intervenientes.
Assim na esquerda o Jaime Ferreira que na altura era um galã e agora é o que se vê. Ao centro o Padre Paulo que agora já não é Padre mas somente Paulo Trindade mas continua um excelente conversador. Na direita o “Manel” Vasconcelos que continua um jovem.
Comentário:
A única diferença que consigo vislumbrar entre as duas fotos é apenas a de que o nosso amigo Paulo Trindade, passados 40 anos "parece" que está mais baixo, o que no entanto "está perfeitamente explicado" pela falta de cabelo...
Para além também...de uma foto ser o que se chama...a preto e branco e outra a cores, mas isso já é um problema técnico...!!!
E já agora um abraço para os três...!!!
Maximino
quarta-feira, 13 de Maio de 2009
Ainda os ecos do Encontro
Em amena cavaqueira
Juntaram-se na Lareira
Três centenas de pessoas,
Formados, de corpo inteiro
Na Escola Bordalo Pinheiro
Recordando coisas boas!
As saudades e as paixões
São grandes recordações
Que o tempo não arrefece...
Quem andou na nossa Escola
Por muito que perca a tola 
Nunca, na vida, as esquece!
As conversas e as estórias
Que pululam nas memórias
De cada velho companheiro...
São património importante
De quem, por bem, foi estudante
Da Escola Bordalo Pinheiro.
Peço desculpa pela singeleza e exorto os verdadeiros poetas e músicos a escreverem um hino da nossa escola.
A magnífica equipa da organização, o Zé Ventura (Ah ganda Zé)e todos nós, bem o merecemos. Fica o desafio.
Um abraço
Sanches
Comentário:
Amigo Sanches, venho apoiar essa tua ideia de um hino da escola Bordalo e sempre que entrássemos no blog esse mesmo hino se ouvisse. Porque não falar com o Mogo para ele compor a música e até um de tantos alunos "mesmo os mais novos" escreverem a letra talvez assim se convencesse o Mogo a ir ai a festa e levar o seu acordeão pois já o fez quando da minha estadia ai em casa do Marques num almoço entre amigos.
Chaves........18-05-2009













































